Monthly archives: January 2008

Finalmente a média virou média

A famosa regra do 1% funcionou durante anos. Anunciantes separavam 1% da sua verba para a web quase como uma religião. E como todo mundo investia 1%, a média era… isso mesmo… 1%.

Em 2007 a média deve ter fechado em cerca de 2,5%, mas a principal mudança não foi o crescimento de 150%, mas o fato de ter virado – finalmente – uma média de verdade.

Isso porque já existem anunciantes investindo uma porcentagem bem maior na web. O mesmo pode se dizer sobre o crescimento em números absolutos. Enquanto a média de crescimento foi de 40%, alguns anunciantes aumentaram em quase 300% seu investimento em mídia online. Isso sem contar o que foi investido em produção própria de conteúdo.

Nos próximos anos, vários segmentos passarão a investir muito mais em Internet do que a média, podendo até passar dos 15%. Boa parte deste valor não será medido porque as pesquisas atuais medem apenas o investimento publicitário feito em veiculação de mídia, ignorando o que é investido em produção de conteúdo e outras ações diferentes do investimento padrão em veiculação.

Antena TV digital da Globo

Para quem não conhece ainda, tirei uma fotinho da antena de TV digital da Globo na varanda de um amigo. Clique na foto para ampliar. A antena é esta toda colorida, quase no meio da foto. As cores mudam e o projeto é do Hans Donner, ídolo do Foresti e do Bêla.

Antena TV digital da Globo

A antena da TransBurti também aparece na foto, é aquela bem pequeneninha (contando 576 pixels da esquerda pra direita).

Update: a pedidos, a foto maior abaixo (clique para ampliar):
Paulista

Mercado Livre

Pesquisa do site Reclame Aqui feita com 10 mil consumidores levantou que 38% dos consumidores que adquiriram produtos pela Web no ano passado não receberam suas mercadorias.

Empresa com maior numero de reclamações no site? Mercado Livre!
Alguma surpresa? Não.

E agora com o Mercado Livre vendendo mídia, a pergunta é: você vincularia a marca do anunciante ao Mercado Livre?

Concorrência

David Jaffe, designer de God of War (um dos melhores jogos de 2007) e Twisted Metal defendeu a existência de uma única plataforma para jogos, o que gerou certo buchicho no mercado. Dei minha opinião para a Magnet, site de notícias tecnológicas do Yahoo! Brasil. Segue abaixo meus comentários publicados:

O assunto, no entanto, gera controvérsias. Ricardo Cavallini, editor-chefe do blog Wishlist não vê coerência em comparar videogame com VHS. Segundo ele, a visão expressa por Jaffe e Dyack é parcial e traduz o ponto de vista do desenvolvedor que, diante do panorama atual, precisa produzir versões de um mesmo game para três aparelhos, o que é oneroso. Ou seja, a existência de um único console favoreceria principalmente aos desenvolvedores, ao passo que tal fato não necessariamente representaria uma expressiva redução no custo final do produto.

Ele complementa, afirmando que os últimos aumentos no custo de produção se devem ao advento da nova geração de videogames, que trouxeram à cena muito mais espaço de armazenamento, muito mais poder processamento, maior resolução gráfica e mais capacidade de renderizar polígonos. Além disso, a nova geração ensejou a elaboração de roteiros mais complexos e, em contrapartida, fez eclodir com redobrado vigor a pirataria.

Em suma, programação seria apenas uma parcela do custo total do desenvolvimento de um título, e apenas uma parte deste trabalho é adaptá-lo para outros consoles. Assim sendo, nem o custo dos jogos nem sua qualidade sofreriam impacto positivo caso fossem produzidos apenas para um único console, já que há outros componentes caros na matriz de desenvolvimento, tais como pesquisa, Marketing e distribuição.

Cavallini finaliza suas considerações exaltando a importância da concorrência e evocando o exemplo do Wii, que representou uma iniciativa tremendamente arriscada de mercado, mas que marcou seu lugar na indústria como uma notável inovação.

Laptops nos eventos

Alguém já notou que é super raro ver no Brasil as pessoas com laptops no colo em palestras e congressos? A sensação que eu tenho é que isso ainda é entendido como falta de educação. Lá fora, é comum ver eventos cheio de laptops e smartphones sendo usados durante o speech. Não é falta de educação porque entende-se que alguns estão anotando o que estão escutando (mais fácil que caderno) enquanto outros estão blogando sobre o evento em tempo real.

Não acredito que a ausência aqui seja pela baixa penetração de laptops. Pelo menos nos eventos que eu freqüento eu sei que a maioria do público tem laptop. Será que é medo de ser roubado no caminho? Preguiça? Falta de hábito? Cultural? Um pouco de tudo?

laps

Se for vergonha, lembra um pouco os primeiros anos de celular, quando era esnobe usar em público. “Olha que metido, o cara quer mostrar que tem um celular”. Depois passou a ser chique para em seguida ser natural. Claro, tirando os locais e horas onde isso será sempre mal educado.

Voltando aos eventos, eu não abro o meu porque acho que metade vai me achar esnobe e a outra metade vai achar que é um desrespeito. Sei lá, essa coisa de costume precisa tomar um certo cuidado. Outro dia já dei um puta fora. Ganhei um CD de aniversário de um grande amigo e falei que ia ripar as músicas no mesmo dia pra escutar. Perguntei se ele queria de volta o CD depois disso. Só me toquei do fora quando o cara reclamou. Pra ele era estranho devolver o presente, mas pra mim não era isso. O presente pra mim era o conteúdo (as músicas), o CD era apenas um trambolho que servia para transportá-las.

2008, o ano da Internet – de novo.

Gostaria muito de dizer que a estrela de 2008 será o mobile marketing, mas não será este ano que ele irá decolar. Tudo bem, serão dados passos importantes para que isso aconteça em 2009. Sistemas de pagamento por celular, a terceira geração trazendo banda larga, serviços baseados em localização do usuário (LBS) e operadoras trabalhando o opt-in em suas bases são bons exemplos disso.

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Terminator

A piada talvez vocês já conheçam, mas diz que o plano secreto do Kassab é ferrar os publicitários.

Ele acabou com a mídia exterior pra ferrar a mídia.
Acabou com os puteiros pra ferrar com o atendimento.
Acabou com o Stand Center pra ferrar com os programadores.

Segundo a mesma piada, esse esquema de capacete de motoboy é só o começo do próximo passo: proibir a entrega de pizzas a noite pra ferrar a criação.

É o inimigo público número um dos publicitários :-D

Expectativas exageradas

Eu já falei sobre este gráfico do Gartner, no meu livro (página 14) e aqui no blog.

Mas visto o que tenho lido por aí sobre TV digital, não custa nada mostrar mais uma vez. A primeira barriga do gráfico demonstra a expectativa e entusiasmo exagerados provocados por uma nova tecnologia.

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Coelhinho

O texto é antigo, já foi publicado antes em algum lugar. Organizando a bagunça dos arquivos, acabei lendo e resolvi postar aqui no blog.

Aconteceu alguns anos atrás, a somatória da Páscoa e o fato de minha esposa ter uma escola infantil resultou na minha primeira experiência como animador de festinha. Acho que não preciso dizer que a fantasia foi alugada sem a minha presença e visivelmente não foi produzida para criaturas fora do padrão Gisele Bündchen como eu. Tenho certeza que era fantasia de coelha, e não coelho, mas tudo bem. Só não entendo a fantasia ser tão esbelta, era pra ser o Coelho da Páscoa e não o Papa-Léguas! Liguei para o fornecedor, mas infelizmente ele não tinha nada que se ajustasse às minhas curvas no prazo necessário. E a cliente – é claro – não queria mudar a data de entrega dos ovinhos de chocolate.

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Precisamos pensar em novas métricas

Segundo Jim Nail, vice-presidente de marketing da TNS Media Intelligence e presente no evento do MIT, “precisamos pensar em novas métricas, mas não de meios específicos, e sim do caminho do consumidor, em um projeto integrado da TV ao boca-a-boca. E isso dá trabalho”.

É preocupante ver que até os produtores de conteúdo estão preocupados e nós ainda estamos discutimos apenas a questão da audiência. Jim Nail disse que vai dar muito trabalho. Eu concordo, mas justamente por isso precisamos começar rápido esta discussão.