Pedro Silva, Diretor de Relações Externas da Procter & Gamble, disse que “as agências especializadas não conseguem a neutralidade desejada em relação aos meios”.
Enquanto a maré costuma reclamar que são as agências tradicionais que não são media neutral, parece que o Pedro está certo. Ainda no finalzinho deste ano, tem agência digital que continua levando seus clientes para o Second Life, mesmo com a plataforma agonizando.
Se a idéia é testar o tal metaverso (odeio esse nome) para empreendimentos futuros em plataformas 3D, até mereceria aplausos. Mas não é o que eu acho que está acontecendo.
Eu sou um dos primeiros a defender que audiência é apenas um lado da moeda, mas com apenas 50 mil usuários ativos no Brasil e nenhuma ação relevante, fica difícil defender este tipo de investimento.
Enquanto não tivermos agências genuinamente multidisciplinares e cujo modelo de negócio não torne um meio mais lucrativo que o outro, a coisa não deve mudar.
No final, o fato de ser online ou offline não garante a ninguém o título de independência. Cada um pode adotar o discurso que quiser, mas atacar a falta de neutralidade de alguns é apenas conversa pra boi dormir.

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Cava, antes da colocação básica que vai ao encontro do modelo de negócios e do BV, eu acho que neutralidade não combina com o envolvimento. E essa é uma grande discussão hoje em dia. Tendo o planejamento como uma das etapas da comunicação, eu gostaria de destrinchar a questão da neutralidade e sua efetividade no cenário inevitável de convergência. O evento do MIT falou disso em duas palestras, a sobre publicidade e a sobre métricas.
Num planejamento neutro de comunicação temos o seguinte pressuposto: que nós devemos organizar um pensamento único que age através de qualquer ponto de contato. E na verdade o raciocínio de neutralidade nasceu como uma reação aos modelos prévios de “integração” que antes eram simplesmente a aplicação diluída da idéia da TV em outros meios. Dessa forma temos a figura:
A justificativa dessa estratégia é que ao se expressar em diversos canais, a idéia terá mais força junto ao consumidor.
Se pegarmos o conceito de Transmedia Planning que surgiu a partir do estudo do Henry Jenkins, o cenário é outro. Nesse modelo teríamos uma narrativa de marca não linear focada no envolvimento com o consumidor. E canais diferentes poderiam ser usados para comunicar pedaços diferentes dessa narrativa da marca, para criar um universo maior e mais consistente da mesma. Assim - e aí que vem o desafio - os consumidores puxam diferentes partes da história e as juntam eles mesmos.
E não estamos aqui, ainda, dizendo se é fácil fazer isso. Mas que é potencialmente poderoso, é. É um planejamento desenvolvido para gerar comunidades de marca, da mesma maneira que o Heroes gera comunidades de conhecimnto onde os consumidores/espectadores/leitores se reúnem para trocar elementos da marca. E isso independe da mídia. E isso envolve. Muito. O desenho do TP seria:
Acredito que esse conceito seja mais coeso do que o chamado multidisciplinar, que acho muito solto. Ser multidisplinar é obrigação e renasceu na globalização. É um conceito primo do holístico. Muito aberto e pouco preciso.
Boa colocação Mauricio, parece ser exatamente a mesma posicao do Faris Yakob, da Naked. Veja esta entrevista.
Cava, parece não… É totalmente a posição dele, risos. Pedi permissão dele para colocar as figuras do comment e ele falou muito sobre isso na entrevista do Meio & Mensagem que deve sair agora em janeiro. E realmente é muito consistente.
Quem tiver paciência, pode baixar o pdf que ele me mandou e que estou traduzindo, chamado “I believe the children is our future”. Ele aprofunda isso tudo e dá o exemplo do case de Sony Bravia que ele ajudou a desenvolver a partir de uma estratégia de Transmedia Planning. O link dele é esse aqui ó: http://www.box.net/shared/qus47kip7x
Entendi, voce copiou ele e ele copiou o Pelé.
Cara, eu já sacaneei o Faris com isso, mas foi com a Whitney Houston. “I believe the children are our future” é o título de um hit da década de 80 que ela cantava…
Então eu acho que de repente ela copiou o Pelé, o Faris colou dela e eu colei dele… Mas eu pedi permissão 
Link para a letra:
http://www.whitney-houston.com/musician/lyrics/wh85/09.htm
Olá, estou fazendo um trabalho para a faculdade em transmedia planning, será que poderiam me indicar alguns estudos, trabalhos, etc sobre essa matéria?.
Obrigada,
José manuel
Manuel, parece meio escroto dizer isso, mas o google é o melhor lugar pra procurar referencia sobre este assunto. Sugiro comecar a pesquisa com o “Henry Jenkins”.