27Dec07
As previsões se cumpriram, foram cerca de 10 milhões de computadores vendidos este ano, sendo a maioria (cerca de 64%), o primeiro computador da família.
O número é simbólico, pois iguala a venda de aparelhos de TV. Até mais significativo já que, no caso da TV, são compradas para reposição de um aparelho antigo.
Podemos até arriscar a dizer que 2007 foi o ano que a venda de computadores ultrapassou a venda de televisores.
Com 38% de penetração da web na classe C e computadores de marca sendo vendidos por menos de R$ 700, as coisas parecem estar mudando rápido. Não é só uma boa notícia para quem faz comunicação digital, mas uma boa notícia para o Brasil e para os que lutam para a inclusão digital.
Nada contra a televisão, mas em um país onde ela sempre foi o único meio de cultura, entretenimento e informação, podemos sonhar que a coisa melhore um pouco.
Digo “um pouco” porque não adianta trocar “A Praça é Nossa” e a “Zorra Total” pelo Orkut e pelo MSN. Você pode até defender o valor das comunidades, redes sociais e um monde de outros possíveis benefícios dos dois, mas o ponto é que o problema é mais embaixo. Analfabeto funcional é analfabeto funcional na TV ou na Internet.
17Dec07
Talvez o fato mais marcante de 2007 para o nosso mercado tenha sido a Lei da Cidade Limpa, que para espanto de alguns e tristeza de outros, pegou. Pegou em um país que não costuma ligar muito para essa coisa de lei. Pegou e – para enfraquecer o discurso de alguns – foi acolhida e aceita pelos cidadãos. Pode até ser que o brasileiro goste de propaganda, mas o problema foi o exagero. É só viajar pra fora de São Paulo agora pra perceber o quanto a coisa estava feia, exagerada.
A lei mostrou para o mercado o quanto uma canetada pode fazer diferença. Em 2008, novamente corremos o risco do fato mais marcante ser uma nova lei.
Só para citar três exemplos, temos a isenção de impostos para produtos ligados a TV digital, a imposição das cotas de conteúdo nacional nas emissoras de canais pagos e a decisão do governo sobre utilização de DRM na TV digital.
Segundo a ABERT, existem mais de 500 propostas no Congresso Nacional tratando de programação, restrições à publicidade e controle da propriedade dos meios, de lei de imprensa e outros assuntos. Boas para uns, ruim para outros, elas mudam o rumo do nosso mercado. A Cidade Limpa, apesar do seu radicalismo, foi benéfica para os cidadãos. Outras como a utilização do DRM podem ser um verdadeiro retrocesso.
É esperar pra ver, sem fazer nada, como todo bom brasileiro.
12Dec07
Recebi ontem. Foto tirada do celular de um aluno durante uma das aulas que ministro na ABEMD. A turma deste último curso estava bem legal. Que venha o próximo!
10Dec07
Pedro Silva, Diretor de Relações Externas da Procter & Gamble, disse que “as agências especializadas não conseguem a neutralidade desejada em relação aos meios”.
Enquanto a maré costuma reclamar que são as agências tradicionais que não são media neutral, parece que o Pedro está certo. Ainda no finalzinho deste ano, tem agência digital que continua levando seus clientes para o Second Life, mesmo com a plataforma agonizando.
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08Dec07
Graças a periodicidade de troca de aparelhos e a rápida evolução destes bichinhos, podemos estimar que em cinco ou seis anos, teremos perto de cem milhões de celulares aptos a navegar na Internet. Contando que o custo do pacote básico de dados deve cair, uma boa parte da população poderá acessar a web via celular.
Porém, muito mais importante do que colocar mais alguns milhões de consumidores na Internet, será colocar a Internet na mão do consumidor.
Parece jogo de palavras mas é importante. Já existem hoje algumas tecnologias capazes de usar a câmera do celular para ler códigos de barras de produtos. Na prática, esta funcionalidade permite que consumidores usando um celular com Internet, possa descobrir quanto um livro custa na loja online de sua preferência.
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04Dec07
Quando você tem na platéia atenta e silenciosa um produtor e roteirista de Heroes, o social media Guru do Yahoo, gente de agências como Goodby, Digitas, Wieden e Naked, marcas como Hasbro e Nissan e os principais veículos de TV e Internet você precisa parar tudo e prestar atenção no que pode estar acontecendo. Ah, e lá no meio ainda estão os engravatados da Harvard Business School.
Essa foi a cena que presenciei por dois dias participando pelo Meio & Mensagem do evento “Futures of Entertainment 2”, no MIT (Massachusetts Institute of Technology). Caras que estão no mercado de mídia, entretenimento e publicidade há dez, vinte anos mas ávidos e humildes para ouvir e compartilhar muitas coisas. E poucas delas eram cases. Os futuros em questão giravam em torno de: celular, cultura pop, novas métricas e o peso do fã na perenidade das marcas. E todo mundo de qualquer palestra, dizia que as marcas precisam começar a contar histórias para entrar na história diária de seus consumidores.
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03Dec07
Já que falei da palestra no post passado, tem dois comentários que gostaria de acrescentar:
Primeiro que foi engraçado escutar o palestrante convidado dizer que a Apple é “the coolest company in the Earth” dentro da Microsoft.
Segundo que achei uma baita falta de educação um cara que atrapalhou a palestra inteira. Dando risada, conversando, se mexendo sem parar como se estivesse com o rabo coçando. Segurando seu iPhone na altura da cabeça pra todo mundo ver que ele tinha um (assim como 9 em cada 10 publicitários). Eu não conheço, mas sei quem é. Sei o nome e sei que é de agência. Não gostou, levanta e vai embora. A arrogância faz nego perder a noção mesmo, achei super escroto.
03Dec07
No evento Digital Day da Microsoft que aconteceu nesta última sexta, Jeff Cole – diretor do Center for the Digital Future e PHD pela Universidade da Califórnia – discursou sobre a influência do “digital” sobre meios como TV ou jornal.
Entre outras coisas, Cole falou sobre a tendência da “television moves to down time”, assim como aconteceu com a voz (telefone). Com o modelo de negócio migrando do “desconto em certas horas/dias” para “pacotes de minutos” e com a facilidade de ter o telefone disponível em qualquer lugar, as pessoas passaram a usar o telefone no momento que era conveniente, quando não se tinha nada de melhor pra se fazer. Como no exemplo do palestrante, ligando pra mamãe que mora em outra cidade enquanto está no trânsito ou quando estiver esperando seu vôo no aeroporto e não mais no domingo de manhã quando era mais barato.
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