Como todos vocês já sabem, a Guinness lançou o comercial mais caro do mundo. Foram £10 milhões na velha fórmula do dominó. Eu gostei do filme mas achei a ação uma loucura. Nada justificaria 10 milhas em um filme.
Até que deu um estalo, lembrei do post onde comento que a correlação entre conteúdo e veiculação não existe mais na web. E se a Guinness está levando esta realidade também para a TV? Se a expectativa deles era usar a força da mídia espontânea e viralização na web, eles podem ter tirado uma boa parte verba de veiculação. Fiquei com muita curiosidade de conhecer o plano de mídia deles.
Na real, não seria exatamente novo, aconteceu em 1984. Ridley Scott produziu o filme de lançamento do Macintosh, veiculado uma única vez, mas repetido várias (inclusive na TV) a pedido dos consumidores. Dúvido que em 94 isso tenha sido uma estratégia pensada no boca-a-boca, mas a fórmula vem sendo repetida por alguns anunciantes do Super Bowl (vide Doritos).
A diferença é que no caso do Super Bowl, a força do buzz é usada pra fazer valer o alto custo da veiculação, no caso da Guinness (se for isso mesmo), é usado pra fazer valer o alto custo de produção.
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O que acho mais interessante desse anúncio é o “statement” que ele traz. Apesar de não ser muito claro pra muita gente, a messagem que ele trás do começo ao fim pra mim é o poder que a comunidade tem de criar coisas magníficas.
Eu acho que é uma história muito sofisticada pro um anúncio de TV que quase ninguém esta prestando atenção realmente, afinal de contas odo mundo é imune a anúncio de TV certo?
Maravilhosa hisória e o ponto alto de uma campanha que vem dando muito certo. Mas ao mesmo tempo acho que é muito sofisicado pra um anúncio de TV, como o Bravia Play Doh.
Estou adorando ver que alguns criativos entenderam que propaganda se transformou em contéudo. Espero que mais criativos aprendam isso, o mundo vai ficar mais interessante.
“Coisas boas vêm para aqueles que têm paciência”.
Eu já li em uns 5 veículos de mídia diferentes sobre “a campanha mais cara da história da Guinness”… Mídia “gratuita” que foi “melhor” gasta em produção.
Aí vem o cliente e pede para fazer um viralzinho, afinal viralzinho é barato e não dá trabalho. Eu costumo dizer que viralzinho é muito mais difícil de fazer do que um comercial de TV. Viral é todo conteúdo que de tão legal / chocante / inusitado/ … / faz as pessoas passarem a história pra frente. Não adianta ficar martelando o Zeca-dia, hora, feira ou ano… quando é bom, funciona. Para mim produção é mídia. Não existe mais essa de % pra produção e o resto pra mídia. Agora, concordo com vc que R$ 37 milhões por um filme é demais… E apesar do vídeo ser fantástico ficou para mim uma sensação de déjà vu, mas isso é porque eu “assisto” muito YouTube.
o filme ficou caro pois tiveram que pagar cache p/ cada morador da cidade!
Ótima produção, pena que o conceito já foi muito visitado.
A Honda já fez, com as peças do carro reagindo em cadeia, tem um outro filme que é um efeito dominó com pessoas caindo umas sobre as outras, não lembro o anunciante… Enfim, relação custo x impacto duvidosa. Caro. E pra mim, continuaria caro se tivesse custado 1 milhão. Só por não ter uma idéia aparentemente original. Pena, a Guinness tava indo tão bem. Dinheiro às vezes atrapalha…