Monthly archives: November 2007

Transparência online: eu também quero!

JabaJá comentei o que tinha que comentar por aqui sobre propaganda invisível, fiz até uma entrevista com o Marcelo Tas olhando pelos olhos dos veículos. Então faço apenas mais um comentário: eu apoio o movimento que surgiu para acabar com a festa do caqui. Tomara que funcione, antes que o Conar ou alguém mais acabe tomando providências piores.

A iniciativa começou no Papo de Homem e no Dinheirama, mas já foi comentada no Cocadaboa e no Yassuda. Se você concorda, mande um email pro seu blogueiro preferido cobrando uma posição.

Plugins pra rss

Instalei um pruguim pra mostrar o post completo no RSS, mesmo quando utilizo o “more” no mesmo.
Algumas pessoas já reclamaram mas o Chester trouxe a solução.
Testem e me digam o que acharam.

Google Images

Buscando meu nome no Google Images, as primeiras imagens que aparecem são uma capa da Revista Caras com o baixinho da Kaiser, um burro e um cocô.

São imagens que estão nos posts que eu fiz aqui no Coxa Creme. Claro que algum filho da puta pode defender que são as melhores imagens pra me descrever, mesmo assim, não deixa de ser engraçado. Preciso tomar mais cuidado :-D

Google Images

25 de novembro, dia do corno

Se você é corno e acha que vou dar os parabéns pelo dia, esqueça, você não merece parabéns nenhum. Estou aqui pra aproveitar a data e contar uma historinha que esta no meu primeiro livro. O link do corno.

O link do corno ficava escondido na home do site. No canto direito inferior em corpo 7, quase imperceptível. O texto não podia ser mais direto:

Se você é corno, clique aqui

Clicando no link, o internauta chegava em uma página quase vazia, contendo apenas um pequeno texto no centro. O texto dizia:

Seu corno do caralho!

Durante os meses que esteve no ar, mais de 20 mil pessoas clicaram no link do corno. Nunca, nenhuma destas pessoas mandou email reclamando. Talvez por vergonha, talvez medo de serem ainda mais zoados, tavez por serem cornos mesmos. Não vem ao caso.

Mas era um site feito para não ser levado a sério. Um site adulto amador que misturava humor com pornografia.

Não dá nem pra dizer que é uma ação ousada, eu chamaria mais de uma ação débil mental. Mas além da ação representar a postura informal e personalidade maluca do site, os riscos eram mínimos pois o site nunca teve o desejo de se tornar uma marca bem estabelecida ou com vida longa.

Portable People Meter

Nas primeiras páginas do capítulo sobre TV do meu livro eu falo sobre o Portable People Meter. Abaixo um breve resumo:

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Madison+Vine+Valley

Uma adição ao já famoso conceito Madison+Vine. A inclusão do Silicon “Valley” (ou vale do silicone, como costuma ser traduzido no Brasil) faz referência as novas tecnologias, que cada vez mais fazem parte do nosso mercado.

Assim completa, foi dita pela primeira vez em 2005, mas eu só escutei mês passado. É tão boa que resolvi postar aqui. Foi dita por Katie Lacey, VP of Colas and Media da Pepsi-Cola.

Presença é fácil, impacto é difícil

A frase é de Steven J. Heyer, hoje com 55 anos de idade é consultor, mas já foi COO de uma empresa que vende água preta com açúcar e fatura U$ 24 bilhões por ano.

Because in today’s marketing and media environment only
the naive and foolish confuse presence with impact. Presence is easy — impact is hard.

Porque no atual ambiente de marketing e mídia, só os ingênuos e os tolos confundem presença com impacto. Presença é fácil, impacto é difícil.

Esta frase é ótima pra ilustrar o post sobre impacto, o karma da mídia.

Usabilidade na TV digital

Espero que as emissoras e agências aproveitem a larga experiência que adquirimos na web e contratem profissionais especializados para não transformar a oportunidade em problema.

Me refiro a direção de arte e usabilidade para o canal de dados e interatividade da TV digital.

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Esta interação vai se auto destruir em 5 segundos

Nada é definitivo, mas conversei com 3 das 4 maiores emissoras e todas foram unânimes em dizer que a interatividade de um comercial (TV digital) ficará limitada ao tempo de sua exibição.

Para não desagradar o anunciante que vem em seguida, esta medida pode tornar inviável a maior parte das soluções interativas nos comerciais de 30 segundos.

Pensando alto: até o consumidor entender que pode interagir, pegar o controle remoto e conseguir apertar o botão correto, se passaram – digamos – 10 ou 15 segundos. Lembrando que a interatividade pode demorar outros 5 segundos para aparecer, em um comercial de 30 segundos, restaria ao consumidor 10 ou 15 segundos de brincadeira.

Dá até pra fazer um paralelo desta limitação com os maledetos banners de 12k. Será difícil fazer algo interativo que preste nos famigerados 30 segundos.

pavio

37 milhões de reais

Como todos vocês já sabem, a Guinness lançou o comercial mais caro do mundo. Foram £10 milhões na velha fórmula do dominó. Eu gostei do filme mas achei a ação uma loucura. Nada justificaria 10 milhas em um filme.

Até que deu um estalo, lembrei do post onde comento que a correlação entre conteúdo e veiculação não existe mais na web. E se a Guinness está levando esta realidade também para a TV? Se a expectativa deles era usar a força da mídia espontânea e viralização na web, eles podem ter tirado uma boa parte verba de veiculação. Fiquei com muita curiosidade de conhecer o plano de mídia deles.

Na real, não seria exatamente novo, aconteceu em 1984. Ridley Scott produziu o filme de lançamento do Macintosh, veiculado uma única vez, mas repetido várias (inclusive na TV) a pedido dos consumidores. Dúvido que em 94 isso tenha sido uma estratégia pensada no boca-a-boca, mas a fórmula vem sendo repetida por alguns anunciantes do Super Bowl (vide Doritos).

A diferença é que no caso do Super Bowl, a força do buzz é usada pra fazer valer o alto custo da veiculação, no caso da Guinness (se for isso mesmo), é usado pra fazer valer o alto custo de produção.