Ou o correto seria: o anunciante paga para você ajudá-lo a vender mais, então você tem obrigação de fazer sua parte como consumidor.
Ou talvez: pessoal e profissional são duas coisas distintas.
Ou ainda: como trabalhamos com marcas, o consumo pessoal reflete na credibilidade do trabalho profissional. De certa forma, ao usar um produto, você faz propaganda dele. Portanto, não seria ético você fazer propaganda do concorrente quando é pago para fazer propaganda do seu cliente.
Os argumentos acima defendem posições distintas. Como estes, devem existir vários outros argumentos. Mas a pergunta permanece:
Estou falando de você atender a Coca-cola e tomar Pepsi; de usar um Nokia quando atende a Motorola; de atender a Nike e comprar um Adidas; etc.
E por favor, “atender” não quer dizer que isso só vale para o atendimento. Isso vale para criativos, planejadores, mídias, projeteiros ou qualquer outra espécime viva da agência.
Quem tiver outros argumentos (a favor ou contra) por favor deixe seu comentário. E para não complicar muito a discussão, na hora de responder as enquetes vamos ignorar:
- concorrência não direta. Se você atende a BMW e tem um Corsa, você não usa um produto concorrente;
- exceções do tipo “eu tenho alergia a algum ingrediente/componente do produto e por isso não posso usá-lo”;
- a situação “eu comprei o produto/serviço antes de atender este cliente” e agora é complicado/caro mudar;
- eu ganhei de presente e;
- se é burro, arriscado ou perigoso usar produto concorrente, por risco de perder o emprego ou levar uma carcada. Estamos apenas falando conceitualmente sobre ser ético ou não. Não importa (aqui nesta discussão) se o seu cliente (ou seu chefe) exige que você use seus produtos.
Note que muitos dos pontos acima acabam entrando em uma categoria “não tenho opção” e por isso não seria pertinente perguntar se é ético ou não.

É antiético usar um produto concorrente do seu cliente?
- não (85%, 73 Votes)
- sim (10%, 9 Votes)
- não sei (5%, 4 Votes)
Total de votos: 86 – Start Date: September 24, 2007
Faz diferença se você usa o produto concorrente em público ou escondido em casa?
- não (64%, 49 Votes)
- sim (34%, 26 Votes)
- não sei (3%, 2 Votes)
Total de votos: 77 – Start Date: September 24, 2007
Você usa algum produto concorrente direto de algum de seus clientes?
- sim (85%, 69 Votes)
- não (15%, 12 Votes)
Total de votos: 81 – Start Date: September 24, 2007
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Cava,
Essa é uma questão complicada e que não consigo te responder assim com precisão.
Só acho que isso deve variar muito de acordo com a posição profissional da pessoa em questão. Mas está longe de responder a sua questão. Ético ou não?
O dono da agência que atende BMW pode ter uma BMW, mas agora o supervisor da conta não pode. É anti-ético o supervisor de atendimento da conta que vai no cliente todo dia andar de VW?
Será que para saber vender é preciso utilizar?
Ja vivi isso na pele em algumas agências quando atendi um grande fabricante de bebidas, durante alguns anos da minha vida não podia tomar o refrigerante concorrente em público. Na realidade ou tomava suco ou era obrigado a tomar produtos do meu cliente em qualquer local público.
Bom Cava, falei falei falei mas sua pergunta é delicada.
Abs
Wilson
Eu acho que depende… Eu acho que vc tem que respeitar seu cliente, entao usar concorrente em reuniao com cliente não dá. Mas na sua vida pessoal, vc não vai abrir mão de oferta, qualidade ou qualquer outra coisa só pra usar produto do seu cliente. Não é por que ele é seu cliente que vc precisa ser cliente dele.
Todo mundo sabe q a publicidade serve pra vender, destacando as caracteristicas positivas do servico. Entao se a gente trabalha pra uma marca, a gente conhece exatamente o que é bom e o que é ruim da marca do nosso cliente.
A não ser que vc seja um publicitario-superstar que aparece muito na midia, não acho que seja grande problema usar um produto concorrente nao…
O mais importante é conhecer profundamente os produtos do seu cliente.
Saber de cada detalhe do benefício para poder justificar nas estratégias.
Eu tive um professor de história no cursinho que dizia ser uma das unicas pessoas do país a poder criticar a Igreja catolica pq leu a Biblia inteira e que podia justificar que só tinha bobagem.
Usar o produto do concorrente, ajuda a ser critico e ve-lo de outra ótica.
Mas mesmo assim, como vc citou, se eu atendesse a Nokia, seria de bom tom usar um celular da mesma marca.
Existem casos que podem ser mais ou menos critícos. Depende tb de como seu cliente vê a concorrência.
Como já lhe disse em conversa privada, não se trata de uma questão ética. Trata-se somente de uma relação privada de RP: se você usa o produto do cliente na frente dele simplesmente por causa da conta, está apenas sendo esperto e piscando o olho para o cara. Qual a diferença em se usar o produto do cliente por gostar ou por “esperteza”? Do ponto de vista ético, nenhuma.
A Pepsi não precisa me convencer a usar Pepsi, mas a Coca não vai conseguir me convencer que Coca Light presta, porque não presta. Serei obrigado a tomar outra coisa se for uma exigência do cliente consumir Coca Light. E acreditarei menos na empresa, no íntimo. E isso tem algo a ver com ética? Nada.
Acho hipocrisia, a miopia mata quem só tem olhos para o próprio umbigo. Se bebesse só o Sprite nao conheceria o H2O como produto e nao posso argumentar, quem paga seu salário recebe em troca seu empenho, como você gasta seu dinheiro é problema seu e da sua família, do contrário receberíamos em permuta e nao em dinheiro. Quanto mais conhece seu concorrente, conhece suas fraquezas e benefícios, e fora o discurso profissional, o executivo que fica pregando isso na companhia tem cabeça de trainee junior
Ja trabalhei em uma grande empresa de bebidas e a vigilância era a coisa mais babaca. A vigilância tem que ser com Nielsen e no dia a dia e não no que o colega serve em um jantar em casa.
Fazer graça pra cliente é legal, dai virar uma perseguicao insana é burro, pequeno e short minded.
Eat, drink, wear, live your life, thats only what you got left…
Uma vez liguei de um telefone de uma outra operadora para um VP de uma empresa de Telefonia celular, o VP atendeu aos berros, “como ousa me ligar de um tel meu concorente???”, respondi calmamente, vc tem os ultimos 240 lançamentos na sua sala de todos fabricantes para atender chamadas? O Ogro se calou e continuamos falando baixo sobre os asuntos que tinhamos que resolver e eram mais relevantes do que este.
Na minha opinião a ética depende do seu bg pessoal de experiência / vivência, e isso posto não tem nada que ver com que os outros pensam a respeito das minhas preferências de consumo.
O fato do meu emprego consistir em propagar marcas não me condiciona a usá-las, ou isso está no contrato?
Na minha opinião, existe o fator “geográfico” da coisa. Se você está DENTRO da agência, em determinadas situações pode ficar esquisito você usar o produto de um concorrente (ainda mais dependendo do custo do produto – por exemplo, como já disseram acima, uma água ou refrigerante). Mas FORA da agência, na boa, cada um é absolutamente livre para gastar o seu dinheiro do jeito que quiser…
Cliente ou VP que não gostar, que ofereça alguma vantagem ou benefício para que seus funcionários utilizem produtos “alinhados” aos seus interesses.
Acho que tudo depende do comprometimento que temos com o negocio e com nós mesmos e tambem o que representamos no negócio.Existe diferença entre provar ou conhecer e preferir.
Experimentar um carro e sentir o que ele tem de bom ou de ruim(desde que alugado)e perceber as diferenças em relação a aquele que vc atende,ou tomar uma cerveja e ver se há a entrega da promessa feita , como análise,estudo e conhecimento de forma pessoal ou intima é uma coisa. Outra coisa e fazer merchan de produto da concorrencia. Se sou cliente, reclamo na hora.quem trabalha um marca tem que entender o DNA dela, conhecr a concorrencia mas saber a fundo , da composição a embalagem e o processo produtivo, a cadeia…
Vcs ja imaginaram?O fabio fernandes com uma latinha de nova schin? ou o nizan assinando um cheque pessoal do bradesco em público?
mas tem um porém: se vc não representa nada naquele ecossistema,na marca ou na sociedade, por menor que seja, eu concordo que não tem problema. mas..você é o famoso quem mesmo?
outro ponto:
se ainda houvesse fidelidade mútua. Muitas empresas tem mais de uma agência, as vezes tem várias agências com competências que as vezes sao concorrentes das agências com as quais se mantém um relacionamento. Alguém já viu algum executivo de marketing com vergonha de contratar uma empresa de eventos mesmo que sua agênia ofereça este serviço? Não se trata de vida privada ou vida dentro do trabalho. Ninguém seria idiota de ter a conta da Coca e pedir um guaraná Antartica na reunião de briefing, mas sim desse policiamento bobo que alguns trainees de mkt fazem para se mostrar fiéis aos seus empregadores. Se fossem fiéis ao invés de usar camisa jeans com o logo da companhia tatuariam a marca, o grupo Saatchi teve a sacada do “Love Brands” e nada mais bacana que ver as tribos de coroas com suas tattoos orgulhosamente expostas com o simbolo da Harley, os Mac maníacos e etc, marca com amor sim, pra fazer graça ou tentar gerar impacto na Nielsen do próximo mês , não vale a pena, vá beber seu refri, deixe o gerente de marketing pedir um jobzinho de web pra agência do sobrinho e se acostume a uma vida mais prática, quem for babaca e viver se policiando era pra ser assim mesmo, se vier te policiar mande a pqp e sugira uma terapia ou ikebana, já sofremos muita pressao no dia a dia para ter alguém enchendo o saco sobre o que vc come e qual papel higienico usa…
Normalmente quem mais anuncia é quem tem o pior produto. Por outro lado, publicitario é tudo puta, entao, se foi bem pago, tem que fazer o serviço completo..
Heinar, tá falando isso pq na sua revista ninguém quer anunciar.
Não acho que devamos usar os produtos dos nossos clientes. Mas defendo um certo bom senso.
Não iria a um evento ou visita do meu cliente usando produto concorrente. Mas tenho as minhas convicções quanto a gosto e qualidade, e vou usar o produto que eu quiser.
Vida pessoal é bem diferente da vida profissional. Se meu cliente me DER um produto dele, vou usar com prazer. Mas se tiver que gastar meu dinheiro, vou comprar o que quiser.
Atualmente vivemos um processo de unificação da vida profissional com a vida privada. Isso porquê o celular, e-mail e outras modernidades acabaram com o período de 8h de trabalho. Não que nós publicitários trabalhassemos apenas 8h antes disso, mas hoje todos somos localizáveis 24/7. Quem nunca recebeu uma ligação de trabalho no meio de um jantar com o cônjuge ou quem nunca respondeu um e-mail de trabalho de casa que atire a primeira pedra.
Por conta dessa falta de separação, as pessoas tendem a achar que seu lado profissional define seu lado pessoal.
Na minha opinião, cada um usa o que quiser. Se a agência faz questão que você use o produto do cliente, ela que te dê um de presente (seja um celular ou uma BMW).
Se o produto for ducaraleo, o cara vai querer ter. Ou será que os caras que trabalham na Apple têm PC em casa?
Agora, se o cara for bozó e só usar produtos de quem paga a conta, me conta se eles vão continuar pagando suas contas se um dia você cair fora num corte de pessoal.
faltaram algumas coisa sobre este tema:
o cliente ou a marca tem que de alguma forma faciltar o acesso a seu produto pelas pessoas que o atendem, ou pelo grupo que atende aquela conta.
A questão de fidelidade , que alguem falou ai,não entra no caso aqui. As vezes a conta troca de agencia mas leva aquele cara que conhece o DNA da marca e as vezes todo o grupo. Fidelidade a agencia tem a ver com competencia, na maioria das vezes. Quantos anos skol ta na F nazca,havaianas na almap, VW na almap ou Itau na DM9? As vezes as pessoas levam tudo para o simples prático mas quem trabalha ou trabalhou em agencias sabe que existem nuances e a tal liturgia do cargo que na maioria das vezes tem que ser seguida a risca.
Gostaria de saber se ballona iria a Band com um adesivo da Globo no carro, um bloquinho de anotações na sua mesa com o logo da record ou ao menos faz apologia de outra emissora nos corredores saadianos. dizendo o carro e meu e eu ponho o que eu quero. perfeito mas logo um esprito de porco fotografaria e o colocaria em uma saia justa.
Considero fidelidade a uma marca, cliente, produto ou ao seu trabalho parte do negócio.É comprometimento com seu cliente e com o negócio dele e seu. Ou se vive um negócio ou se ve de longe e ver de longe significa não fazer parte do todo dai vira descartável.
Fala, Cava
aqui vai meu primeiro post no CoxaCreme.
Não que seja antiético, mas acho que é uma obrigação “vestir a camisa do cliente”. Após todos estes anos de vida profissional, uma das poucas certezas que tenho é que ganhar dinheiro é FODA. Portanto, se alguém nos confia sua marca, e nos dá dinheiro por isso, temos no mínimo, uma dívida de gratidão e confiança.
Valeu
Zira
Mas Meira, o exemplo que vc deu do Ballona nao tem relacao com o assunto. Ele é VP na Band, sendo assim, usar um adesivo da Globo não seria usar o produto concorrente dos clientes dele, mas usar o produto do concorrente da empresa que ele trabalha. Tem uma grande diferença.
Eu acho que essa discussão é velha. É de um tempo em que pessoas trocavam de carro de dez em dez anos, do tempo em que bebida ou bem tinha gás, ou não tinha. Do tempo em que ter linha telefônica determinava sua classe social.
Não tem mais estas coisas. Pra mim, antiético é dizer – em público – que o produto do seu cliente é uma merda. Mesmo que ele seja. E mesmo que seja para o seu melhor amigo.
Mas é óbvio que será sempre impagável a foto do felipinho abraçado com um traveco e tomando uma bebida de um concorrente da agência em que ele trabalhava.
Eu acho importante ele assumir o que gosta. To falando da bebida, claro.
Meira,
não vou a Band e nem a lugar nenhum com adesivo da Globo ou da Record no meu carro porque acho que fica feio, tipo neon. Mas assisto a Globo, assisto a Record e comento la dentro o que precisa mudar , como e quando porque é mandatório conhecer a concorrência. Ou você acha que na Pepsi nego não prova Coca toda semana pra aber se esta melhor ou pior? O Frias não lê o Estadão para ver se a cobertura de um evento foi melhor ou pior? Quem é míope, esquece a concorrência e quem não olha a concorrência é atropelado. Quanto a Band saber se assisto Globo, Record, Rede Vida ou Renascer não é da conta de ninguém, quem vai dar audiência é a competência da TV não os funcionários, senao ja imaginou a TV Bradesco? Tv Correios? Meira tem Publicitário que não é fiel nem a si mesmo, se entrega num briefing para bater a meta. Alias tem uns que não são fiéis nem a mulher deles, que casaram com juiz e tem documento, vc acha que o cara nao vai tomar uma skol ao invés de uma kaiser no churrascao de domingo????? hahahahahahahahaha