Qual o seu parâmetro? Seria a quantidade de trabalho que a empresa terceiriza e a quantidade que produz internamente? Se for esta a sua opinião, a quantidade de agências deve estar caindo bastante. Isso porque esta “porção produtora” está se tornando comum em praticamente todas as agências. Até mesmo nas digitais onde isso era raro, começa a acontecer com mais freqüência.
Ou seria “agências atendem cliente diretos” e “produtoras têm agências como clientes”? Veja bem, não estou falando do anunciante usar uma hot shop para criar e uma outra agência para veicular. Estou falando da “agência” contratar outra “agência” para fazer parte do trabalho.
O parâmetro que eu uso é igualmente falho. Enquanto nas agências tradicionais, a figura que mais representa a agência é o Diretor de Criação, eu costumo diferenciar as agências digitais de produtoras olhando para outra função: o planejamento da estratégia. Eu digo que é falho porque esta divisão funciona melhor para as empresas digitais.
As puramente digitais que eu considero produtoras costumam ter o “planejamento” feito pela equipe de atendimento ou de projetos. Isso mostra que não existe planejamento de verdade, e sim um desdobramento do que já foi planejado por quem detém a parte importante da verba (leia-se agências de offline). Resumindo, a digital na verdade pensa na tática de como representar digitalmente (leia-se Internet) a estratégia que foi decidida na tradicional.
Antes de receber qualquer flame, atentem-se ao fato de toda generalização é burra. Não deveria ser preciso deixar claro que existem exceções.
Para fomentar a participação de vocês, preparei 3 enquetes.

Qual seria a melhor maneira de diferenciar agências de produtoras?
- se a empresa atende anunciantes diretamente (29%, 24 Votes)
- se a empresa faz planejamento (29%, 24 Votes)
- a quantidade de produção que a empresa terceiriza (18%, 15 Votes)
- nenhuma das anteriores (16%, 13 Votes)
- se a empresa tem equipe de criação (8%, 7 Votes)
Total de votos: 83 – Start Date: September 17, 2007
Das agências com foco maior no ambiente digital, quantas da lista abaixo você considera que são agências (e não produtoras):
10 minutos, Agência Click, F.biz, Garage, Lov, Ogilvy One, One, Rapp Digital, RMG, Sinc, Tribo Interactive, TV1 e Wunderman.
- de 1 a 3 são agências (31%, 24 Votes)
- de 4 a 6 são agências (23%, 18 Votes)
- de 10 a 13 (todas) são agências (19%, 15 Votes)
- de 7 a 9 são agências (18%, 14 Votes)
- nenhuma é agência (9%, 7 Votes)
Total de votos: 78 – Start Date: September 17, 2007
Das agências “tradicionais” ou de “direct” que também fazem digital (em depto separado ou não), quantas da lista abaixo você considera que a “porção digital” funcione como agência (e não como produtora):
África, Almap, DM9, Euro RSCG, FCBi, F/Nazca, JWT, Leo Burnett, Lew Lara, McCann, Neogama e Y&R.
- de 10 a 12 (todas) são agências (24%, 17 Votes)
- de 1 a 3 são agências (24%, 17 Votes)
- de 4 a 6 são agências (23%, 16 Votes)
- nenhuma é agência (21%, 15 Votes)
- de 7 a 9 são agências (7%, 5 Votes)
Total de votos: 70 – Start Date: September 17, 2007
Devo ter esquecido alguém, mas antes que perguntem, não coloquei a Hello, porque está abrindo agora. Não coloquei Studio Tesla porque não sei se ainda existem. Não coloquei a Media Contacts porque trabalham mais mídia. E nas agências tradicionais, usei o critério de investimento em mídia (web) e não tamanho da equipe.
Ah, evitem fazer comentários direcionados a uma ou outra agência para não ter seu comment apagado. Este não é um post para “julgar” as agências.
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32 comentários
que bela sinuca de bico! tentando me transportar para a questão, lembro que comecei no mercado trabalhando numa “agência” bem pequena, onde a maior parte dos trabalhos era igual ao que um estúdio de design faria: criação de logotipo, identidade visual… raramente caíam campanhas médias/grandes. ou seja, planejamento zero e por muitas vezes eu questionei o nome “agência”.
acredito que uma forte tendência seja a especialização das agências pequenas e médias, ou, nas grandes agências, a formação de setores quase independentes que trabalham os diferentes expertises de comunicação de forma integrada lá no final. independente disso, digital, guerrilha, tradicional, promo… para mim, só é agência de verdade se existe um planejamento criativo, seja trabalhado em parceria com outros setores ou com outras agências.
- Agência planeja/cria e depois contrata especialistas pra executar. (Tradicional)
- Agência cria/planeja/produz. (Digital)
As agências tradicionais estão mudando o modelo das digitais para se adequar ao que eles estão acostumadas, muitas das agências digitais estão aceitando isso por complexo de inferioridade com relação a primeira e pela vontade de ser relevante dentro de um mercado que me parece bem morto.
O único problema nessa formula – em particular para mim – é que toda agência digital que esta adotando o modelo antigo esta perdendo toda a agilidade que a industria de comunicação precisa hoje. Agência tradicional “sempre” foi criadora de moda e hoje é só replicador de moda, digital esta indo pelo mesmo caminho.
Parar por aqui porque é muito complicado pra colocar num comentario e eu escrevo muito mal.
A.
Athila, nao se avexe. Escreva um texto sobre isso pro Coxa Creme, o assunto é relevante.
A diferença usual é que agência é completa, cria, planeja e compra mídia, e sendo assim tem relação com todos os “players” do mercado [clientes, veículos, institutos, produtoras......].
A produtora era sempre carona de alguém maior.
O que aconteceu [aos meus olhos] foi que o mercado evoluiu, ficou do tamanho do mundo e muitos começaram a questionar o peculiar modelo brasileiro de remuneração.
Quem é grande demora para se adaptar e fica dificil entregar o mesmo trabalho com a mesma qualidade sem 1 braço, perna e estômago [redução de custo].
O cliente aperta por margem.
E as BOAS produtoras tbm evoluíram e entenderam que além de produzir no mundo novo compram mídia, planejam, porque não existe [e quando existe fica separado] esse conhecimento nas grandes agências.
abs
Very clever…
e polêmico, como sempre.
Cava, vou responder a pergunta com uma outra pergunta: por que as agências não podem trabalhar junto com as produtoras?
Claro que existem diferenças, desde o conceito da empresa até a forma de remoneração de cada uma e teoricamente sempre vão existir.
Na minha opinião, a convivência é super válida. Queria só comentar dois pontos:
1) Se a agência com modelo “tradicional” optar em ter um departamento digital, esse departamento deve estar inserido 100% dentro de cada área. Por exemplo, no meio da criação tradicional ter criativos digitais, no atendimento e mídia idem, etc. Algumas das principais agências mundiais fizeram ou estão fazendo isso, como é o caso da Goodby, Wieden + Kennedy e BBH Londres.
2) Uma outra boa vantagem em ter um departamento digital é a integração da campanha final ao cliente. Como tudo sai do mesmo bolo, é mais fácil alinhar o discurso.
Acho que é isso ai. Mas, respondendo a minha pergunta que eu fiz, eu encaro numa boa a convivência de agências e produtoras. Aqui, é uma prática bem constante e todo mundo só tende a ganhar…
Já vi agências digitais que se reposicionaram como produtoras, porque essa foi a única maneira que encontraram para sobreviver, mesmo perdendo toda sua agilidade, como disse o Athila, e também acabando com a vontade de trabalhar de seus melhores profissionais. Me pergunto até quando isso vai acontecer.
Mug, eu acho que pode sim, mas o problema é concorrencia. Outro dia ligou aqui na agencia uma produtora, oferecendo servicos. O problema é que esta produtora, no mes passado, participou de uma concorrencia da parte online de um dos maiores anunciantes brasileiros. Na concorrencia, ela era a unica produtora, o resto so’ agencia.
Como eu posso trabalhar com um cara que amanha pode concorrer comigo? Nao é tao simples.
Por enquanto as respostas das enquetes estão engraçadas. 40% acredita que agencia é quem atende o cliente diretamente. Sendo assim, a logica deveria dar 40% de votos para “todas sao agencias” nas duas enquetes seguintes, pois todas as listas atendem clientes diretamente.
Nao concordo muito com o Athila, desculpa meu amor.
Pode ser que na terra da rainha seja assim. Mas no Brasil a coisa está funcionando diferente.
Muitas das agências tradicionais estão começando a sua área digital pela Mïdia; comprando mídia em portais e propondo projetos de mídia para que a criação execute.
O que está acontencendo é que muitos clientes grandes (GM, Ford, Unilever…) estão exigindo das agências que pensem em Internet no briefing, no planejamento, na criação e não no final (ah! ve se sobra alguma coisa pra internet) e que tudo seja produzido na própria agência. Afinal, eles consideram que é mais uma mídia que faz parte do pacotão que eles contrataram. Assim como aconteceu com todas as outras.
Assim sendo, as “tradicicionais” estão fazendo duas coisas.
1) contratando criativos especializadas em produzir para mídia e serem incorporados a equipe de criação
2) Descobrindo criativos da equipe que tb podem criar em online.
Nao estou falando em produção de sites. Pq na minha opinião isso é parte do escopo de Produtoras e em pouquissimos casos de agências digitiais como por exemplo, Click e Sinc.
Trabalho em veiculo e pelo que vejo é que pouquíssmas produtoras anunciam aqui e todas as agências digitais ou nao, anunciam.
Por isso, poderia dizer que a diferença entre produtora e agência digital está no dpto de mídia. Uma não tem e a outra tem.
Apesar de ser um blog aberto, conheco a maioria dos votantes. E muitos são diretores de grandes agencias. Se é confuso para nós, imagina a bagunça na cabeça do anunciante.
Athila,
Agência digital não ‘agencia’ trabalho? Não trabalha com o freela de 3D, a produtora de filmes, etc?
Pra mim todo mundo tenta fazer de tudo em uma escala diferente. Agencia grande tem sua verba baseada em compra de mídia, portanto como Cezinha disse, se relaciona com o grandes players do mercado. Desses players vc pode incluir pequenas produtoras digitais. Olimiar é muito estreito entre uma produtora que cresceu e agora compra mídia, lida com terceiros, e aposta fichas numa concorrência, com uma agência ‘offline’ de 70 anos de mercado mas que tem seu dpto digital funcionando.
Eu diria que vc passa a ser ‘agência’ quando a maior parte da sua renda está baseada em clientes próprios, diretos.
Se vc tem gás/grana vira agência um dia. Não que isso signifique evolução.
No fim das contas o mercado não passa de um samba do criolo doido.
(essa é dedicada ao negão)
Planeja é agência. Executa, é produtora. Muito embora isso não seja nada claro na cabeça do cliente.
Muito cliente pensa (MESMO!) que produtora é uma agênciazinha que faz online mais barato.
Acho que está melhorando, mas que ainda falta bastante pra haver planejamento dedicado pra online.
Gui, acho que seu comentário é válido com relação ao mercado aí do Brasil, bem correto pra ser exato. Mas no final das contas só mostra que o meu esta correto também e mostra como o modelo de agência tradicional esta infiltrado no mercado digital. Vou explicar.
Sei que você trabalha em veículo e o que vou falar você provavelmente vai discordar, afinal vc tem que defender seu peixe.
Muita gente fora do Brasil acredita que banner é um ferramenta inefetiva na construção de marca e MUITO POUCO efetiva na geração de vendas. É um formato morto pro resto do mundo.
Banner é um sintoma das agência de publicidade tradicionais tentando tomar um mercado que eles não conhecem e que temem, pois tira receita deles. Tudo começou pois era necessário criar um modelo para o mercado tradicional participar da “festa da internet”.
Hoje a tão famosa blogosfera gera muito mais resultado que uma campanha de banner – Apple iPhone, Nike+, Nike AirForce 1, Ecko, Mini Cooper, etc. – propaganda de massa é algo que não faz mais tanto sentido. RP é mais importante que mídia no mundo de hoje.
Em vez de ficar se preocupando com mídia, uma agência tradicional que realmente quer evoluir para sobreviver no mundo de hoje deveria ter um departamento de RP que gere notícia sobre o cliente e não gastar milhões em mídia que ninguém vai ver. Ou pior, que ninguém vai prestar atenção.
Então como disse, uma agência que vive no mundo de hoje, seja ela “digital” ou “híbrida” (GS&P, CP+B, BBH, Cutwater, CHI & Partners) segue este processo:
1) Cria;
2) Planeja (PR, um pouco de mídia) e;
3) Produz
É difícil de engolir, mas é o que é.
Agência:
cria, anuncia, planeja, no máximo produz um piloto/referência para o cliente
Produtora:
recebe a criação/referência da agência, produz (no máximo adapta uma coisa ou outra com o consentimento da agência) e entrega
acho que tudo poderia ser simples assim…
Gente, pra mim Agência e Produtora não precisa de explicação, é só saber o significado das palavras, desculpa se estou sendo grosso pois não é intenção, só sendo direto.
Eu acho que o post do Cava é mais complexo do que a explicação das duas palavras, Produtora é só um termo que as agências tradicionais cunharam no Brasil para chamar agência digital, até 3 anos atrás mal se consideravam a AgênciaClick uma agência dentro dos circulos das agência tradicionais. E olha que a AgencaClick é agência desde o começo, mas agência digital.
O nome produtora veio só por que eles encaravam digital no começo como mais um fornecedor, e isso não é nada mais do que normal.
Agência digital agencia e muito, é parte do negócio chamado AGÊNCIA. Acho que todo o valor desse texto do Cava esta em ver acima das convenções do mercado.
Tudo que ele que saber é como diferenciar uma e outra.
No Brasil eu acho que não existe produtora digital, usando a semântica correta da expressão, pelo menos não existia quando mudei a 2 anos e meio atrás, talvez a Grïngo seja uma, mas mesmo ela tem cliente direto.
Não existe no Brasil empresas como unit9, KokoKaka, North Kingdom, TYO-ID que praticamente só produzem e melhoram a criação das agências, como bons diretores que são.
E só pra provocar o Mug um pouco.
- Departamento digital esta morto! Get over it!!! (Cava vc deveria escrever sobre isso)
Thiago, poderia ser simples assim, mas não é…
Eu já cansei de ouvir de alguns clientes (diretos) que sou agência, enquanto outros (também diretos) dizem que sou produtora.
No fundo ningupem ainda sabe direito. Aliás nem eu sei o que sou. E parace que que o Cava tá na mesma crise que eu! Ou pelo menos, percebeu a crise de identidade é tá colocando lenha na fogueira.
Minha opinião? Nossas “empresas” não serão nem uma coisa nem outra. Vejo um mutante se formando por aí, só ainda não vi a cara dele. quem já viu, levante a mão!
Cava,
Acho que essa coisa dos anunciantes chamarem para as concorrências agências e produtoras ao mesmo tempo, sem discriminação, mostra o quanto as agências acabam cumprindo a função de produtora (produzido elas mesmas muita coisa dentro de casa ou não dando o crédito a quem de fato produziu) e o quanto as produtoras acabam tendo uma parcela agência (ao planejar, criar e até mesmo comprar mídia quando demandadas diretamente por clientes).
Para mim é um reflexo do estágio do nosso mercado, da falta de definição de um papel claro e de uma forma de atuação coerente. É cada um defendendo o seu e muitas vezes passando por cima do outro. Não me parece um caminho muito inspirador.
Acho que falta visão. De mercado, de futuro e do que é a comunicação digital.
Acho bárbaro ver agências como a GS&Pchamando a North Kingdom para executar um projeto como o “Get the Glass”. Cada um na sua especialidade. Todos cooperando. E um puta resultado. Mas pra isso precisamos ter agências que entendam realmente o que é digital (e não só digital mas o como ele se relaciona com todo o resto, o potencial de cross media, a integração… as idéias que trafegam multi-plataforma) e produtoras – como algumas poucas que já temos no Brasil – realmente de alto nível.
A evolução deste papo talvez seja refletir sobre o que se produz na Internet brasileira hoje. Talvez a confusão agência e produtora esteja aí. No que se produz. No que se propõe e no que o cliente acaba comprando. Pra fazer hotsite e banner, sobretudo as coisas que a gente vê por aí, eu sinceramente não sei dizer se tem alguma diferença. Talvez, neste caso, o cliente tenha a razão. Tá chamando pra ver se tem…
; )
De todo jeito é difícil ver como as coisas andam a passos lentos por aqui.
Força e avanti !!!!!!!! Vamos que vamos, Cava.
É a nossa geração e as que vem por aí que terão que fazer esse movimento.
Bjs,
Paula
Athila, eu nunca gostei de nenhuma afirmacao (ou previsao) muito otimista ou muito pessimista. Simplesmente pq sempre se provaram erradas.
Essa historia de banner esta morto é coisa de criativo que odeia limpar ladrilho. Nao discordo do sentimento (de odiar fazer banner) mas nao concordo da afirmacao (que banner ta morto).
É inegavel que banner da muito menos resultado que a uma decada atras, mas isso faz parte de qq outro meio. O que eu acho pessimo é agencia que so’ faz banner. Eu escrevi o que eu acho da equalizacao do uso de veiculacao (banners da vida) com conteudo neste post.
Opa, voltei um pouco mais tarde e vi que tá cheio de posts.
Vamos lá, é rápido: só pra exemplicar um pouco o lado das agências trabalhando em parceria com as produtoras.
Sim, existem produtoras no Brasil.
Ex: todo os sites criados para a Pepsi (www.pepsi.com.br/musica, pepsi.com.br/emoticons, etc…) na primeira metade do ano foram criados pela Almap no caso e produzidos pela Sapien. A Sapien é uma das produtoras que a Almap tem parceria e produz quase tudo da marca Hummer para os EUA e está se envolvendo em alguns projetos com a CP+B.
Tem bastante produtora boa aqui no Brasil que se posiciona como produtora. É meio raro de achar mas tem que procurar…
E tem novas abrindo, a Colmeia é um bom exemplo.
Esse post está extremamente pertinente, cava.
E a polêmica continua.. eu gosto assim
Abs,
Luciana
Depois de tudo que li penso que a grande diferença entre AGÊNCIA e PRODUTORA é o preço que se cobra pelo serviço.
E sim, tem muita gente por aí que cobra peru e entrega presunto.
Cezinha, talvez em alguns exemplos não faça diferença mesmo. Mas o papel de inteligência da agência é bem diferente do papel de execução da produtora.
Pra veículo que vende banner de bandejada talvez não faça diferença, mas pro anunciante faz, e muita.
Concordo Cava, mas ultimamente vejo que infelizmente a régua pro anunciante na maioria das vezes é o preço.
E daí a agência pensa e planeja tudo lindo, mas não produz pois seus custos são “altos”.
E a produção vai para quem se submete aos leilões / deptos de “compras”.
Não seria esse o grande ponto hoje no mercado? O valor percebido do trabalho?
Agencias que mantem clientes de longa data conseguem manter margem e qualidade, mas começar do zero com concorrência felina do gênero leva quem cobra menos é insustentável.
Muito fácil essa Cava.
A agência cria o conceito da marca, produto ou campanha. As produtoras adequam esse conceito para o meio em que são especializadas.
Tá bom, hoje eu já posso deixar um comentário higiênico no seu post: pra mim, todo mundo é agência. Porque dos dois lados é preciso de um mínimo de estratégia (ou tática) para desenvolver um tema (criação), independentemente do fomato. Pra mim, o que parece é que as agências tradicionais criam “discursos” e as online entram na parte da “retórica”, para desenvolver o que está sendo falado de forma pertinente ao meio. O “no entanto” dessa história, Cava, é que ainda imperam alguns vícios e alguns buracos na parte do deixa-que-eu-faço. Pequenos exemplos: pacotes de mídia decididos antes mesmo da campanha ser criada – o que é uma grande furada, já que a comunicação online (seja banner, publieditorial em blog, marketing viral ou RP), tem que ser tática. Outra coisa: por mais que as agências tradicionais tenham que estar inteiradas com todos os formatos, hoje ainda não é hotsite e banner que sustenta a vida delas. Com isso, eu vejo por aí ótimas idéias que poderiam ser melhor desenvolvidas e executadas (resumindo: mais criativas online) se os responsáveis tivessem pedido ajuda pra especialistas. Pronto. Ficam aí as minhas bobagens. Beijo
Olá,
sobre o Studio Tesla, ainda existe e está muito bem! Convido quem não conhece para dar uma passada aqui pra tomar um café.
abs
Sergio Stefano – Dir. de Criação
http://www.studiotesla.com.br
Oi pessoal, eu sou estudante de publicidade e propaganda e estou a procura de uma resposta que pelo que eu vi até agora não respoderam com coerência, por favor podem me dizer exatamente, qual é a diferença explicita entre uma agência e uma produtora?
ficaria agradecida.
Primeiro, gostaria de dizer que é a primeira vez que entro aqui por estar realmente preocupado com essa polemica que a cada dia se torna mais real no mercado publicitário em nosso país.
Sou Produtora de áudio no Paraná, e pelo menos aqui eu percebo que realmente essa confusão é notável. Sei que não estou me referindo ao mercado digital, mas percebo que as próprias agências estão colaborando pra que essa fusão agência/produtora aconteça.
No meu caso por exemplo, que trabalho na produção de áudio, vejo a cada ano diminuir o volume de trabalhos e percebo que algumas agências estão montando suas “próprias produtoras”, com equipamentos nem sempre profissionais e estão produzindo seus próprios materiais, e que nem sempre o resultado é satisfatório.
Mas o que estas “agências produtoras” estão fazendo é simplesmente simplificar o processo, ganhar tempo e oferecer um produto com menos custo para o cliente, não se importando se a qualidade será satisfatória ou não.
O problemas está ai. Agência é para atender, comprar mídia, planejar, e produtora, seja de áudio, vídeo, ou digital é pra executar os projetos pré-definidos pelas agências. Embora no meu caso, em alguns casos tenha que refazer praticamente todo o roteiro passado pela agência por estar totalmente fora da realidade.
Resumindo: O caminho é integração entre as duas partes, com respeito, ética, e cada um fazendo o seu papel.
Obrigado
César Inácio
acho que esta concorrencia predatoria que vc se refere tem dois lados.
o trabalho com baixa qualidade feito por “Pro-amateur”, e neste caso, acho que a maior concorrencia nem vem das agencias, mas de produtoras de fundo de quintal feita por sobrinhos.
E o segundo lado seria uma porcao produtora dentro das agencias, e isso é bastante complicado de julgar, pois com o processo de trabalho mais matricial, comeca a ter logica ter uma parte da producao dentro de casa, por agilidade e principalmente por qualidade.
Esta confusão Agência/Produtora, na minha humilde opinião, é o mesmo que pensar que Supermercado é o mesmo que Fábrica.
Vc pode até ir na fábrica e comprar um só produto, mas o supermercado pode te oferecer mais variedades, artigos correlatos e muito mais, pela variedade que oferece.
Posso até estar repetindo alguém aqui (não li todos os comments, perdão), mas o que a Agência faz e que a Produtora não faz, mesmo se o cliente contratar a produtora, é pensar no geral.
A Agência pode criar para diversas mídias, formatos e tudo mais. A Produtora pode criar só no nicho específico que ela trabalha.
Não tem como pedir prá minha Produtora de Áudio fazer um vídeo sensacional. A gente sonoriza o video sensacional, mas gravar mesmo, roteirizar e tudo mais, é trabalho da Produtora de Vídeo, que tem na Agência todos os inputs necessários para que a comunicação seja uma só, do vídeo ao áudio, passando pela midia impressa, internet e tudo mais.
Sei lá.