Conteúdo e veiculação


Dando seqüência ao post onde falo sobre a falta de correlação entre conteúdo e veiculação que temos na Internet, tem uma metáfora que eu costumo usar que pode ajudar a completar o raciocínio.

A idéia é que a divisão do investimento entre conteúdo e veiculação lembra o mercado de capitais.

Investir em veiculação é conservador. Se você é atendido por uma boa agência, o retorno é garantido, mas será um retorno mediano. Raramente (pra não dizer nunca) você conseguirá um retorno extraordinário.

Investir em conteúdo é mais arriscado, por outro lado, pode trazer um retorno que nenhuma campanha de mídia poderia conseguir. Falo de retorno em audiência ou retorno em impacto, tanto faz.

Os profissionais mais experientes podem fazer boas previsões e trabalhar todos os pontos necessários para o sucesso, assim como o faz um investidor financeiro. Mas nenhum deles têm como garantir ou ter certeza do resultado final.

Mesmo que o conteúdo seja suportado por uma campanha (veiculação), parte importante do sucesso depende do boca-a-boca. E como a “boca” faz parte de um ser humano, o resultado disso será sempre imprevisível.

O que você apostaria que faria mais sucesso, um cara vestido de frango ou uma série de vídeos com modelos seminuas? Subservient Chicken foi um sucesso, mas os vídeos da Intimates (marca de lingerie da Elle Macpherson) não conseguiu nem bater 20 mil visualizações e um mês no Youtube. E não duvido que estas visualizações tenham vindo de blogs publicitários que comentaram o fracasso da campanha.

São apenas dois exemplos. Eu gosto do exemplo da Intimates porque ainda tem muita gente acreditando nas velhas fórmulas de sucesso. E mulher seminua é uma delas.

10 comentários

  1. Dgrull says:

    Eu prefiro os videos da Macpherson….não vai brigar comigo Cava! Esse aqui é incrível – http://www.youtube.com/watch?v=FgmLM4F3N4k . Outros exemplos bacanas estão compilados no portal de video http://www.bebo.com.

    Esse formato de vender, azeitando o produto com conteúdo, já existe e funciona a muito tempo, os novos meios (mobiles, blogs, etc) e novos formatos (cgu, etc) é que estão se adaptando.

  2. [...] bem, neste post eu usei uma metáfora para explicar como eu vejo o investimento em conteúdo. A idéia é que a [...]

  3. [...] feito justamente para evitar o risco, mas na experimentações, é justamente o risco que buscamos. Risco de ter um resultado bem acima da média. Tags: agências, [...]

  4. Maria Clara Lugarinh says:

    Nossa, no segundo parágrafo desse post o Subservient Chicken veio à minha cabeça. Legal vc ter citado. Realmente você conseguiu colocar em palavras o óbvio, mas gostaria de questionar se é realmente óbvia a constatação que vc fez – e faz – sobre investimento em mídia online no Brasil. Se fosse tão óbvia assim seria natural e não o parto de cócoras que é! :P

  5. É…. mas sei la… acho que é óbvio sim.

  6. [...] alguns veículos. Poucos eu diria, pois a fragmentação hoje já é bem grande. Também ignora investimento em conteúdo, em palavras chave e até a venda casada/conjunta com meios tradicionais. Aqueles pacotes que levam [...]

  7. Concordo que o boca-a-boca faz a fama, mas acho que isso depende muito de casa caso. Acredito que para alguns, ferramentas como SEO são mais eficazes, não?

  8. [...] alguns veículos. Poucos eu diria, pois a fragmentação hoje já é bem grande. Também ignora investimento em conteúdo, em palavras chave e até a venda casada/conjunta com meios tradicionais. Aqueles pacotes que levam [...]

  9. [...] alguns veículos. Poucos eu diria, pois a fragmentação hoje já é bem grande. Também ignora investimento em conteúdo, em palavras chave e até a venda casada/conjunta com meios tradicionais. Aqueles pacotes que levam [...]

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