A tecnologia sempre permeou a vida do marketeiro direto. Do banco de dados a Internet, é quase impossível ver a existência da nossa disciplina sem tecnologia.
Nos próximos anos, algumas não tão importantes como os exemplos citados acima ampliarão nossas possibilidades para criar ações e campanhas. Um bom exemplo é a identificação por rádio freqüência, ou RFID.

Não é exatamente uma novidade, já que foi usado para identificar aviões inimigos na Segunda Guerra Mundial. Mas com amadurecimento da tecnologia, ela voltou com força depois que o Wal-Mart resolveu obrigar seus 100 maiores fornecedores a implantar RFID em seus produtos.
Sem ser mais chato que o necessário, trata-se de um chipzinho que se comunica sem fio. Com ele é possível identificar objetos e pessoas. Para facilitar o entendimento, é a mesma tecnologia usada no sistema Sem Parar, no Bilhete Único e naqueles chips colocados no pescoço de cachorros para achar o dono caso ele se perca na cidade.
Por seu tamanho e praticidade, o RFID pode ser inserido em qualquer objeto. Um celular, um relógio, um chaveiro ou um pacote de salsichas.
Entendido como uma tecnologia usada para controlar cadeia de suprimento, o RFID poderá ser usado em uma grande variedade de soluções de marketing, muitas das quais, eram viáveis apenas na Internet.
Imagine um supermercado cujos preços não estejam disponíveis na prateleira, mas sim em uma pequena tela no carrinho ou em um aplicativo no celular do consumidor. Neste caso, os clientes cadastrados no programa de relacionamento seriam facilmente identificados e suas ofertas poderiam ser personalizadas.
E assim como na web, mesmo os consumidores não identificados poderiam ser trabalhados. Fazer cross-sell com os produtos presentes no carrinho seria a primeira possibilidade.
Descobrir que ele percorreu o mesmo caminho e escolheu os mesmos produtos que consumidores que fazem parte de um determinado cluster também seria suficiente para oferecer algo mais relevante.
Se um consumidor ficou parado 10 minutos na prateleira de vinhos mas não tem nenhuma garrafa em seu carrinho, seria motivo para um vendedor sugerir algum vinho ou uma ajuda na escolha.
Poderia escrever algumas laudas citando possibilidades e brincando de Matrix. Devaneio? Intrusivo? Pouco relevante? Muitas discussões podem nascer deste exercício, mas o que importa é que assim como o RFID, cada vez mais a tecnologia irá prover possibilidades para o marketing.
No papel parece um mundo lindo, cheio de possibilidades. Na prática, sabemos que não é tão fácil assim. Grande parte do mercado ainda engatinha para aprender a fazer CRM. Muitos até confundem seu significado chamando qualquer banco de dados de clientes de CRM.
O caminho é longo, mas ele vem a cavalo. E o cavalo tem um RFID no pescoço.
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8 comentários
Este texto saiu na minha coluna da Revista Marketing em agosto.
ah, pra quem quiser ver um case real no Brasil (já que eu não considero o Sem Parar e o Bilhete Único cases de marketing) veja no Google alguns textos sobre a <a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=p%C3%A3o+de+a%C3%A7%C3%BAcar+rfid&spell=1" rel="nofollow">iniciativa do Pão de Açúcar.
Voce poderia sugerir algum livro que fala sobre novas tecnologias, rfid, advergames etc? Em portugues mesmo?
haha, cuzao
Eu só conheço um, mas é fraco. Sabe de algum outro?
Haha, não esqueçam que este blog não é democrático. Eu sou um tirano que logo logo corto as asinhas de vocês.
Cava, é sua esta frase "O caminho é longo, mas ele vem a cavalo. E o cavalo tem um RFID no pescoço "?
É minha. Foi uma tentativa de virar Paulo Coelho. Ficou uma merda mesmo, prova que quase consegui meu objetivo.