Após ler um texto dia desses me animei a escrever sobre produção publicitária para a internet aqui no Brasil, e começo com a mesma pergunta do meio do texto: quando foi a última vez que um site te fez chorar?
A discussão é bem mais ampla que apenas um texto, mas é fato que a nossa produção está muito atrás, mas realmente anos-luz da gringolândia.
Podemos nos encostar nas desculpas.com de sempre, que não temos grana, que os clientes não investem, e a mídia, e isso e aquilo. Mas meu ponto é que ainda não sabemos criar para a internet levando em consideração TODO o potencial do meio e suas características.
Fazemos coisas, sites e banners engraçadinhos porém ordinários, esperando um reconhecimento criativo da “sacada” original em festivais.
E segue o mundo.
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Virtual Barber Shop
ps. escute este arquivo com fone de ouvido e de olhos fechados |
Ao ouvir o áudio acima na web me lembrei de quando era criança na Disney, pois tive a mesma experiência há tempos, ao vivo, sentado numa confortável poltrona dentro do Epcot. E qual não foi minha surpresa ao saber que também era possível pela web. E qual não foi minha segunda surpresa ao constatar que nos últimos tempos me lembro de uns 3 ou 4 sites brasileiros e relevantes de verdade?
Campanhas então……. me lembro de um filme do Banco Real específico para SPFW de 2 minutos e meio, totalmente alinhado ao conceito, a missão e ao patrocínio.
Não sei se são os briefings cada vez mais completos e complexos, que obrigam 35 frames e layers em cada banner.
Ou sites fundo do mar onde tudo mexe e nada anda.
De onde estou hoje ainda vejo vários casos de sites lindos com vídeo e animações monstro nas landing-pages………. e que só caem quando de uma campanha de mídia impactante. Nos mistérios da tecnologia já ouvi que site estava sendo atacado por hackers, quando na verdade era apenas o mundo de acessos gerado por uma campanha online bem planejada e resolvida.
Aqui podemos falar que falta gerente de projeto, arquiteto de informação, gente que sabe peitando a gente que paga.
Aos meus olhos o que falta é a tal da integração, desde o começo da campanha, e pessoas que consigam pensar nas soluções de maneira única, sem se importar com esse é melhor do que aquele ou vou por ali pois o diretor de marketing da empresa quer ver [quem nunca viu uma campanha de produto infantil veiculando na revista de maior circulação ou no programa onde historicamente são lançadas todas as campanhas, mais por história do que por qualquer outra coisa?].
Enfim, a internet é uma plataforma que contempla como os outros meios a maioria dos sentidos, e nela existe a possibilidade dessa aglutinação, que vem sendo pouco explorada até aqui.
Ok se existir muito questionamento, eu navego com fone de ouvido, você não tem placa de som, sua resolução não comporta, e seu dial-up é fraco para este site……mas quem foi que disse que todos lemos revistas e jornais sentados a mesa, ou que vemos TV sem trocar de canal?
O tempo agora é de chamar e captar a atenção do consumidor, no varejo, na promoção, nos anúncios, e de gerar uma experiência que se torne relevante para o mesmo, que pode ter a opção de passá-la para a frente, para trás, escondê-la……….
Ou então viveremos no mundo da vídeo cacetada, onde o conteúdo gerado pelo consumidor é sim engraçado, trágico, sexual, sacana…. mas que dificilmente se rentabiliza com publicidade.
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6 comentários
não espero profundidade da propaganda.
e quando encontro, desconfio.
Nivelar por baixo é um problema sério.
Sempre foi um saco ter que observar o grid 640×480 mesmo qdo o target era um jovem 'hard-user', e ainda hoje existem muitos outros elementos limítrofes quando se faz uma reunião de kick-off de uma campanha. O importante é que a publicidade não é mais a mesma, e apesar dessa tecla já estar gasta, gosto de pensar quando é que termos e nomenclaturas serão menos importantes do que a real ação. Não importa se é 'ambient-mkt', se é guerrila, se usou cross-media pra alavancar uma promoção amarrada com o site. O que importa é que o 'projeto' (e não mais a campanha) foi pensado, planejado e idealizado sem freios, sem linha de impedimento.
Cesinha, posso ter ido meio longe no parágrafo acima, mas o fato é: Sempre achei muito coerente o seu raciocínio como mídia-man, mas… não seria a hora de virar planejamento? Estrategista? Tem gente contratando aqui.
Abraço.
Cezinha ta rico, quase se aposentando, cheio de beneficios e stock options. Daqui do Brasil vc nao tira ele nao.
Aposentando é foda! O anão ruivo tem cara de 35 mas na verdade tem 65.
Cass, a idéia me agrada e muito, mas há tempos digo que estou na fila pra ganhar dinheiro com internet, e tenho receio que ao sair desta que me encontro para me aventurar em outra terei que novamente ir lá pro fim, e não sei se aguento mais 10 anos disso.
hehehe, e muito obrigado pelo elogio, vc sabe tbm que é um dos preferidos da casa no quesito criação.
abs
Rasgação de seda a parte e sendo sincero não peguei a idéia de correr o risco de voltar pro fim da fila. Minha visão purista e ingênua só encontrou vantagens por enquanto.