Antes do texto, uma constatação. Sou suspeito para dar esta opinião. Além de ter uma paixão declarada pelo Branquinho, a W/Brasil foi minha cliente nestes meses que prestei consultoria e, ano passado, o Washington Olivetto escreveu o prefácio do meu segundo livro.

Dito isso, repito o título do post: Olivetto vai fazer falta.

OlivettoSe você não estava em uma ilha deserta esta semana, sabe que o Washinton Olivetto anunciou que pretende se desligar de sua agência nos próximos anos.

Mas a falta que estou falando não se refere a W/Brasil. Acredito que ela está em ótimas mãos. O Branquinho é um excelente criativo e um dos poucos que efetivamente pensa fora da caixa.

A imagem da agência vai bem, basta ver a opinião dos anunciantes em pesquisas especializadas como o do Grupo Consultores ou Interscience. E sobre novos talentos, basta visitar as faculdades (e eu fiz muito isso com as palestras nos últimos meses) e ver sobre quem os alunos estão falando ou onde eles querem trabalhar.

Está em boas mãos porque é uma empresa do bem e seus profissionais têm vontade de fazer sempre melhor. Porque é uma empresa que se preocupa com resultados antes do glamour. Porque tem um trabalho de qualidade e excelentes profissionais.

Mas o Washington transcendeu sua agência. Ele faz parte da história do nosso mercado. Não apenas por sua genialidade, mas também a sua integridade. Sua ausência será sentida em um cenário com raros profissionais com seu garbo e quilate.

Não preciso defender este ponto de vista. Ele é unânime.

Eu sei, este é sem dúvida o post mais lambe saco chupa bolas de todos os tempos. Mas depois de quase 20 anos neste mercado (e sei que alguns de vocês entendem isso), a gente consegue ver a importância de trabalhar para a melhoria de uma entidade tão intangível (o mercado) e a diferença que isso faz no nosso dia-a-dia.

O Olivetto pode parecer distante para você, mas se você trabalha neste mercado, deveria saber que ele fará falta.

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7 comentários

  1. 1 Ana

    Cava, eu concordo com vc em TUDO que disse…e sou bem suspeita para falar.
    Quando vc volta para nos visitar?

  2. 2 Michel

    Quando o outro Washington, o Cumpade Washington saiu do É o Tchan, ninguém escreveu algo tão bonito assim. O Olivetto merece.

  3. 3 Gerson

    Post pago, na caruda.

  4. 4 Ander

    Lembra desse seu texto:

    “Meus heróis morreram de overdose
    Não adianta olhar para os grandes publicitários que você admira e dizer “ah, mas o fulano não tem nem e-mail” porque este cara já deu sua contribuição para o mercado (imagino, visto que você o admira) e na época que estes profissionais fizeram história e colocaram seu pé na calçada da fama a Internet não existia.

    Se você planeja se aposentar nos próximos 5 anos, bom descanso. Agora, se você está começando ou está no meio da sua carreira, não dá pra ignorar a Internet e nenhuma outra mídia digital. ”

    A W/Brasil sempre ignorou… pra mim ele não vai fazer falta.

  5. 5 cava

    Gerson, eu indiquei no texto que sou suspeito para falar sobre o assunto. Mas pago ele não é. Eu não ganho dinheiro com este blog, e nem pretendo ganhar.

  6. 6 cava

    Ah Gerson, falou dizer uma coisa. Acha que a W/Brasil ta preocupada com o Coxa Creme? Acha que esse post vale algum dinheiro? Para com isso.

  7. 7 cava

    Ander,

    Sao contextos diferentes. No texto que vc citou, eu afirmo que os mais jovens nao deveriam olhar para o investimento pessoal dos grandes publicitarios nos meios digitais. Nao adianta olhar para quem esta se aposentando. O post do Washington apenas confirma esta visao.

    Isso nao quer dizer que o passado destes caras nao tenha influenciado o nosso mercado. Os que tem mais tempo no mercado ja conseguem perceber que o passado do Washington (e de tantos outros que nao citei no post) influenciam sim o seu dia-a-dia.

    Nao importa se a W valoriza ou nao a web. A W é uma das responsaveis por fazer nosso mercado se desenvolver, ganhar volume (leia-se verba publicitaria), respeito e profissionalismo. Isso recai tambem sobre os meios digitais.

    Isso deve ser respeitado, admirado e agradecido. Coisas como criatividade, integridade e inovacao sao independentes de meio.

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