Podem reclamar, mas não posso deixar de usar o blog para me auto promover às vezes. Na edição de hoje, o M&M entrevistou o futurista residente da The New York Times Company. O gostoso foi ver que a opinião do futurista bate com a minha (ou vice-versa, já que ele é bem mais famoso e importante que eu).
Muito do que ele citou na entrevista eu escrevi no meu livro e escrevo neste blog, cito um pedaço em particular.
M&M - A publicidade está sabendo aproveitar as possibilidades abertas pelas novas tecnologias?
Rogers - A dificuldade - e falo francamente a respeito disso - é que as agências ganham mais com comerciais de 30 segundos na TV ou comprando U$ 500 mil em espaço publicitário em revistas de grande circulação. A web dá muito trabalho, pois é preciso criar uma campanha bem original, e uma grande ação de web não passa de meio milhão de dólares - isso comparado com os muitos milhões que se conseguem fazendo TV aberta. A Internet dá menos dinheiro e muito mais trabalho, porque assim que a campanha é lançada você tem que começar a medir os resultados, verificar o que não está dando certo e providenciar mudanças. Para alguém que tem 45 anos e passou a vida fazendo grandes anúncios de revista e comerciais de TV, qual a vantagem de se meter nesse negócio? Quem tem 25 anos olha para o futuro. Só que são os caras de 45 anos que dirigem as agências.
Quem acompanha o blog já leu sobre estes pontos aqui. Já alertei a molecada que não adianta só ficar olhando para quem está para se aposentar mesmo que eles mereçam esta atenção e falei sobre o aumento de trabalho que a web traz para as agências tradicionais, mas o mais importante é compartilhar a visão que o atraso não é por medo, nem ignorância como bradam alguns, mas sim por lucratividade.
Sou um futurista como o Rogers? Não, apenas um bom observador.

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Eu acho que a gente está numa época de transição. Já tem alguma gente jovem controlando agências que atuam na internet, e aos poucos os caras que já contribuiram com a propaganda tradicional estão pra se aposentar, como você disse. Isso provoca um delay na consolidação da internet, mas eu acredito que em alguns anos essa molecada vai estar comandando algo que vai muito além da internet, e incorpora tudo o que é interativo. Aí sim a coisa vai andar…
E é um tremendo guru.
guru é pra jacu
Por hora, até então, concordo que o melhor a se usar é a mídia de massa (dependendo da empresa, produto…). Até pela falta de inclusão digital, porque mesmo tendo muita gente na Web, são poucos que vão além de orkut e YouTube, por exemplo. Todo mundo fala em Web 2.0, em lançar campanhas inteiras pela interação… mas a realidade, eu acho, é mais cruel.
Mas como o Krul disse, é uma transição… a mídia de massa pode não durar tanto tempo assim, tanto é que a TV Digital já tá aí! Pode ser um pouco de devaneio, mas a tendência é sumir com o analógico e virar tudo pro digital.
Nossa Pablo, não sei nem por onde começar. Na verdade a unica coisa que me anima a responder é saber que voce é estudante de comunicacao. E esta visao que por hora não vale a pena usar internet deve ter sido passada por professores que alem de ter 500 anos de idade estao bem por fora do mercado atual.
Quem fica no orkut e no youtube é publicitario, o internauta brasileiro é quem mais usa a web de longe. Ah, e midia de massa morrer é outra falácia. TV digital é apenas uma maneira nova de mandar a mesma TV aberta de massa de sempre. Mesmo que vc tenha mais informacao, mais possibilidades, continua sendo midia de massa.
E foi o Klug, não o Krull…
Achar que mídia interativa é só web é bem coisa de publicitário de 500 anos mesmo… Enquanto os dinossauros estão discutindo se vale ou não a pena investir nessa “nova mídia” que é a internet, quem conhece internet faz tempo tá buscando outras formas de interação (on e offline), como guerrilha, advergame, stunt PR, traquitanas tecnologicas, etc… A internet é uma mídia, assim como a TV, a parede do prédio ou a pracinha do bairro. O que tem que se buscar é a interação, independente da mídia, desde que chame a atenção do consumidor pela originalidade.
E concordo com o Cava na resposta ao Pablo… (o Away te chamaria de “garotinho inocente, criado a leite com pera, ovo maltino na geladeira… vc não aprendeu nada!” :-D)
Acho que me espressei mal… é o que vejo, na minha realidade, pouca gente com instrução sobre as possibilidades da web… eu mesmo conheço a blogosfera há pouco tempo, e fora do meio acadêmico, não conheço ninguém aprofundado em nada.
Você disse que só publicitário usa orkut e YouTube. Bem… fazemos parte de realidades diferentes, não moro em cidade grande, assim como a maior parte da população brasileira. Por isso, a web aparece pra mim mais como meio de relacionamentos pessoais e diversão… claro que não se trata só de orkut e YouTube, foi um exemplo. Outros seriam jogos, bate-papo, flogs… Mas se, na minha cidade, eu sair na rua pra perguntar o que é Digg, muito provavelmente só 1% vai saber responder… e olhe lá. Posso até fazer alguns testes. Já, se perguntar o nome da novela das 8, todo mundo sabe… o nome de umas cinco emissoras de rádio locais, muita gente sabe (lembrando que não deve ter nem 10 na cidade). A internet ainda não é bem assim, entende… no interior e nas periferias, ela não foi popularizada. Isso que eu quis dizer. To tão enganado assim?
Sobre a TV digital, confesso que preciso me aprofundar melhor… até vou entrar aqui no “for dummies”. Nem sei o que me veio à cabeça em, iniciante que sou, citar a tecnologia com um especialista do assunto. Não tem nada a ver com o curso, foi o uso das palavras erradas e falta de informação minha mesmo… Enfim, desculpe se fui muito no achismo. E, se eu ainda estiver falando besteira, por favor, fale. Preciso, mesmo, escarecer algumas coisas…
Pablo, nao tem que pedir desculpas, isso aqui é apenas um Blog, nada mais que isso. Alias, um blogzinho, mesmo sendo feito com muito esmero.
O problema da sua logica é a generalizacao. A TV tem 98% de penetracao no Brasil, pela sua logica, nao teria porque anunciar em jornal ou revista. Nao teria porque fazer eventos, nao teria porque fazer acoes de PR, nao teria porque fazer marketing direto.
Converse com seus professores, não toque no assunto internet, peca para eles explicarem porque vale a pena investir em revista, evento, jornal e outros meios alem da TV. Veja bem, nao é “ao invés da tv” e sim “além da tv”.
Pergunte para eles tambem sobre objetivos diferentes em campanhas de propaganda e marketing. Converse com professores que sejam publicitarios e converse com professores que sejam marqueteiros. Depois leia outros textos desse blog, recomendo uma passad no “must read” na barra lateral.
[]’s
Ricado, parece que houve confusão, provavelmente no que eu escrevi, não devo ter sido claro. Entendo a necessidade de todo formato de mídia. O que vocês viram como generalização, foi só uma intenção de exemplo. Muito ao contrário, penso sim na interação entre mídias, em meios diferentes pra objetivos diferentes…
O que o Klug respondeu, por exemplo: eu não disse nada da “mídia interativa ser só web”. Defendo completamente as mídias radicais, a audiência ativa, a guerrilha… sou contra a fórmula E > R de Aristóteles, comunicação pra mim é pura interação.
Bom,
Acho que tenho uma veia em Advocacia, pois adoro uma boa discussão, ainda mais quando ela aborda um assunto tão interessante como este.
É fato. As coisas estão mudando e pra melhor. Tirando o Second Life que ainda acho que é um pouco de “forçação de barra”, já que acredito que o legal da vida é RELACIONAMENTO de carne e osso, com todas as suas complexidades. Desculpem, mas os brasileiros são muito “calientes” para se relacionarem profundamente por Internet. No máximo, eles passam umas horinhas fingindo ser o que não são pra fugir um pouquinho da vida corrida e do personagem principal que vivem nas outras vinte e poucas horas.
Acredito que o Orkut só faz sucesso porque serve pra marcar encontros reais e lembrar de experiências de vida reais, além de ser um espaço onde você pode publicar as suas melhores fotos sobre viagens inesquecíveis. Já trabalhei com Internet e hoje estou numa agência de Mídia Alternativa. O que vejo na vida real é que as empresas já se tocaram que não faz mais sentido falar com o consumidor utilizando apenas um jeito “frio” como é a TV. A grande razão disso é que o consumidor não é mais o mesmo e mesmo que ainda continue sentado assistindo à TV não faz isso do mesmo jeito que as gerações passadas faziam. Pare pra pensar: enquanto vc vê TV, fala no telefone, (nós mulheres fazemos as unhas) e tantas outras coisas. Acredito e vejo que a TV virou mais um artigo decorativo da minha sala, que exibe imagens legais enquanto leio uma revista interessante ou até faço um pouco de esteira. Ao contrário dos meios interativos que fazem as pessoas PERMITIREM serem impactadas por peças interessantes e ficarem ali, concentradas em jogar um game bacana, em se informarem de um jeito diferente sobre o seu mais novo sonho de consumo, escolherem cada ingrediente de seu prato no almoço, personalizarem seu próprio tênis, baterem boca (como a gente agora, se bem que prefiro olhar nos olhos e beber uma boa breja…ehehe).
Enquanto se discute sobre os meios tradicionais X interativos, tenho o maior prazer de planejar ações que gerem uma EXPERIÊNCIA, um contato REAL da marca e produto dos meus clientes com os públicos escolhidos.
Espero que o saldo positivo da minha conta suba proporcionalmente ao crescimento que espero que as novas mídias tenham daqui pra frente!
Beijinhos!
PS: Parabéns Ricardo por dar espaço a assuntos que realmente interessam, ao contrário de certos sites, que se dizem ótimos mas ficam publicando fotinhos de cachorros encontrados nos estacionamentos de grandes agências…ahahaha
mil desculpas, mas penso que todos estamos atrás do tempo e da atenção das pessoas. E mais, como faremos para ter artigo tão precioso.
Como nos últimos anos diminuiu o tempo de ficar batatando no sofá na frente da TV, diminui o numero de assinantes das revistas e dos jornais, como a midia exterior já não mais existe em São paulo, enfim, a mudança já foi.
Perguntem poara qquer pessoa que tem filho pequeno a relação dessa molecada com o computador, com a TV paga, essas coisas. Minha filha infelizmente conhece os DVD´s da Xuxa, mas nem quer saber dela na TV.
Ela sabe da hora dela tomar banho de acordo com o desenho que vai começar no discovery. ela liga o computador quando quer e acessa os sites que ja tem nos favoritos. ela liga o dvd / video e faz o que quer.
O conceito mudou, eles não esperam mais, eles vão atrás.
Nós.
Poder para o povo, é isso que está acontecendo. E o problema é que o povo no caso tem a mente de um macaco…… que de uma maneira ou outra tem sua chave, seu ponto de interesse, e quem conseguir chegar ali vai ter a atenção do cara.
Sempre falo que uma das experiências mais “sem preço” da minha vida foi viajar com a seleçã brasileira de futebol, pelo que representa.
Se alguem fizer isso hoje não terá muita diferença por onde o usuário foi impactado, se web, tv, rádio…… o meio e a decisão faz parte do planejamento, do conceito original da campanha, dos custos e da matemática da mídia para definição do que é mais vantajoso para aquele caso.
E a internet não avançou mais ainda nesse quesito [tamanho do bolo] por causa da falta de ciência para o meio, ciência aí eu digo que é análise do que é mais vantajoso para o anunciante, fazer 5 pops no portal A, ou 2 no portal A, 2 no B e outro no C, e quando ganho na relação de cobertura / frequência dentre essas 3 possibilidades.
O próximo.
Falando de TV digital (do ponto de vista de um leigo), como serão as campanhas em conteúdos on-demand ou em sistemas como o Sky+ (que ouvi falar muito nessa semana)?
Os anúncios serão feitos dentro dos programas?
Eu por exemplo não assisto mais TV. Todos os seriados e programas que assisto baixo na internet, de modo “alternativo” obviamente. Como isso será no futuro.
Cava, comprei seu livro mas não li inteiro
fala Gustavo,
o termo TV digital se refere a transmissao dos canais abertos de concessao publica como Globo, SBT, Record, Band, etc.
como isso é broadcast (uma transmissao para milhoes de pessoas) mesmo que banda permita 6 ou 7 cansais de baixa resolucao (a mesma resolucao que temos hoje na TV normal) nao dara pra fazer nada On Deman
no maximo uma customizacao (futebol pros peludos e novela mas peludas)
ja outros sistemas digitais (como TV a Cabo ou IPTV) sim poderao fazer On Demand.
Sobre anuncios dentro dos programas, é possivel ser feito sim, mas é um assunto mais longo, pra ser tratado em um post.
Sobre o livro, vc que é preguicoso ou o livro que é uma bosta?
preguiçoso mesmo
se tivesse dito o oposto eu editaria seu comment.
ou sera que eu ja nao editei ?