No livro do Jon Steel (Truth, Lies and Advertising : The Art of Account Planning) ele comenta que alguns focus groups podem ser influenciados pela mania do politicamente correto dos nossos tempos. Ou seja, as pessoas acabam falando o que não pensam apenas porque acreditam ser o politicamente correto.
Podemos ver um bom exemplo desta onda nas músicas infantis. Muitas foram alteradas para se adequar aos novos tempos. Sabe aquela “o Cava roubou o pão na casa do João” ? Pois é, virou “o Cava comeu pão na casa do João” visto que roubar é politicamente incorreto.
Tem exemplo que não acaba mais, mas acho que a melhor é a nova versão de atirei o pau no gato.
Isso aí, “não atire o pau no gato, porque isso não se faz, o gatinho é nosso amigo e não devemos maltratar os animais”, um primor de politicamente correto.
Se essa história não tiver limites, daqui a pouco teremos que renomear grande parte das músicas, porque o nome da maioria delas serviria facilmente para títulos de filmes pornôs. Alguns exemplos abaixo:
- A Força Do Mestre
- A Loja Do Mestre André
- Ao Mestre Com Carinho
- Bicharada
- Come, Que A Mamãe Fica Contente
- Como É Bom Comer
- De Umbigo A Umbiguinho
- E A Gente Se Abraçou
- É Vez Do Tamanduá
- Eu Entrei Na Roda
- Festa Do Amor
- Largue Essa Chupeta Aperte O Meu Nariz
- Meu Banho
- O Jumento
- O Pintor De Jundiaí
- O Trem Da Fantasia
- Os Dedinhos
- Pelo, Pena E Pano
- Pintinho Fujão
- Pirulito Que Bate Bate
- Pra Frente, Pra Trás
- Pula Mais Que Pipoca
- Seu Lobato
- Soco, Bate, Vira
- Subindo, Descendo, Pirando
Piadas a parte, talvez seja por isso que empresas como Coca-Cola, GM e Daimler Chrysler fazem estudos com neuromarketing, que usa tecnologia médica como o mapeamento funcional por ressonância magnética (fMRI) para medir o fluxo sangüíneo em volta dos neurônios ativos e descobrir quais as partes do cérebro são ativadas ao serem estimuladas por uma mensagem publicitária.
Update:
Mais um exemplo, na música “Boi da Cara Preta” foi adicionado um trechinho para amenizar a clima de terror.

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esses nossos tempos sao um saco. imagina o pica pau hj em dia? sem cortar uma floresta inteira so pq tava afim…
Politicamente correto………………………………… not!
Sei lá… achei muito bizarra a versão do Atirei o pau no gato. Já deve ter surgido algum tarado por aê afirmando que a violência da sociedade tem como base as cantigas infantis. Melhor acabar com os vídeo games, televisão e desenhos animados então. Quer coisa mais violenta que assistir Jornal Nacional?!?
Eu quero que os policitamente corretos morram
Muito boas as versões! Me diverti ouvindo…
Se era pra mudar o atirei o pau no gato, deveria ter sido a parte do “Dona Chica dimirou-se-se, doberrô, doberrô que o gato deu”, que criança nenhuma sabe cantar direito!
esqueci de comentar, no “atirei o pau no gato” novo, uma das versões que eu tenho, a Dona Chica chama a policia, hahahahahah
Vários cartoons do Pernalonga foram “sumidos” pela Warner por conta da “violência” do conteúdo. Aposto que foram os cartoons que glamourizaram as drogas no Brasil.
O que seria de Tom e Jerry sem as espingardas, pólvoras e dinamites?
Essa juventude de hoje está perdida com essas nhacas de Digimon, Pokemon, Naruto e CIA. Sou mais Comichão e Coçadinha.