É muito comum eu escutar alguém defendendo a Internet bradando que fazer ações na web é muito mais barato que na TV. Mas até onde esta afirmação é verdadeira, ou melhor, até onde esta informação presta para alguma coisa?
Mais barato seria em valores absolutos? Se for, é óbvio que a TV é muito mais cara, pois os valores de produção e veiculação iniciais são altos. Enquanto um milhão de reais pode não ser muito para uma campanha na TV, na web este valor é maior que a verba anual de boa parte dos grandes anunciantes.
Mas para os grandes anunciantes - que têm boas verbas - isso não vale muito. E como os pequenos não tem grana o suficiente pra anunciar na TV, discutir se a web é mais barata que a TV em valores absolutos passa a ser uma discussão inútil, para não dizer, imbecil.
O ponto é que, para dizer que isso ou aquilo é mais barato, precisaríamos comparar bananas com bananas. E como das duas mídias são bastante diferentes, o ideal seria comparar resultados.
Mas a definição de resultados é ainda mais complicada. Se olharmos apenas a questão de audiência, a TV passa a ser de longe a mídia mais barata.
E se formos olhar para o verdadeiro resultado, aquele fim descrito no briefing comercial produzido pelo cliente ou no briefing criativo produzido pelo planejamento, novamente fica impossível dizer quem é mais barato, isso porque, não existe a mídia certa para toda e qualquer ação.
O objetivo, público, timing e diversas outras nuances de sua ação é que dirá qual mídia é mais adequada. Além disso, em grande parte das vezes, a equalização do uso de mídias pode alavancar resultados. Isso quer dizer que a campanha da TV pode aumentar os resultados da campanha na web e vice-versa, sendo assim, fica impossível dar uma resposta padrão a esta pergunta.
Outra dificuldade de fazer esta comparação vem do que exatamente comparar. Quando falamos de TV, imediatamente remetemos a idéia de comerciais de 30 segundos (apesar de não ser o único tipo de ação viável na TV), já na web, a quantidade de possibilidades é tão grande, que a idéia não fica centrada em banners e outros tipos mais “tradicionais” de mídia.
Conclusão, quando alguém te disser que a Web é mais barata que a TV, o melhor comentário a se fazer seria: mais barato de cu é rola.

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hehehe essa resposta se adequa bem a tudo…
…aliás, tudo de cu é rola.
Cava, a medida de comparação entre preço e audiência [leitores, espectadores...] é o famoso CPM, que vale para TODOS os meios. Simples, ele baliza o Custo Por Mil [impactos].
A TV pode ter audiência de milhões e custar bastante, mas relativamente o custo do impacto é MUITO menor que de qualquer outro meio.
abs
Cezinha, mas foi o que eu disse no texto, se olhar pra audiência a TV é de longe mais barata. Mas mantém minha opinião: comparar um banner na home do portal com um comercial de 30 segundos é comparar maçã com banana. A comparação continua sendo inútil e inadequada.
O mais legal do cartaz no poste não é nem o valor, mas que ele entrega em 24 horas. Realmente um diferencial competitivo.
Concordo, Cava! Focar a argumentação de vendas em audiência em penetração em determinado target é uma ótima maneira de fugir do tema “mensuração de resultados”. Para mim, televisão é ouro de tolo. Atualmente eu venho até questionando meus conceitos sobre formação de marca. Branding usando TV é preguiça de publicitário. Com a diversidade de meios atuais, um produto com posicionamento claro poderia fazer branding com muito mais eficácia através de meios segmentados. Daria muito mais trabalho, é claro, mas desconfio que os resultados de comunicar dirigidamente seriam muito mais efetivos. Até mesmo para uma Coca-cola da vida. O problema é que o pessoal de advertising trabalharia muito mais e ganharia muito menos…
Interessante esse texto que faz comparações de mídias. Notamos, no dia-a-dia, que ainda há muitos defensores ferrenhos de mídias tradicionais como TV, jornal, rádio, etc, e que esse problema da “preguiça” de buscar melhores alternativas em mídias muitas vezes está associada a rentabilidade - fato incontestável - para a agência e para os “publicitários”, gerando soluções mágicas empacotadas para os clientes. O importante é entender que para cada situação deve ser traçada uma ação focada em alcançar os resultados, independente da forma e das mídias que serão adotadas.