Depois de 16 anos trabalhando em agência até chegar ao pomposo cargo de Diretor Senior de Criação de uma das maiores agências do mundo, deveria estar satisfeito.
Mas a cada ano que passava, minha angústia aumentava porque meu dia-a-dia se distanciava cada vez mais da minha vocação.
A propaganda ficou burocrática, executiva, paneleira e chata pra caramba.
Profissionais de criação viraram formateiros (muitos nem se deram conta) e fazem hoje manobras de conceitos para estacionar na vaga dos prêmios e da grana.
O flow dos jobs é patético, com estruturas cada vez mais departamentalizadas, apesar do discurso contrário. E o crescente destaque para os planejadores como os novos criativos das agências é sintomático.
Hoje, envolvido até o pescoço em novos projetos, tanto no Updaters como para clientes, começo a desenpoeirar meu tesão criativo e descubro gente talentosa e lugares improváveis.
Tem frentista inovando.
Tem pescador inovando.
Tem político inovando (um perigo)
Tem professora inovando.
Vivemos uma deliciosa revolução que, se Deus quiser, vai democratizar e equalizar o maldito róltulo do “ser criativo”.
Tá difícil fazer uma lista de campanhas inovadoras?
Vai ver que a inovação se encheu o saco dos publicitários e foi dar mole em outras bandas. ![]()

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Como criativo em agência pequena, a única saída é encontrar projetos pessoais. Temos verbas mínimas, prazos menores ainda (principalmente quando prestamos serviço a agências), o flow de jobs com linguagem promocional acaba ocupando a maior parte do tempo, dificilmente cai no colo um desafio real. A saída é experimentar qualquer outra coisa, ou linguagem ou formato, com a vantagem de não existir prazo estabelecido e reduzir bastante a frustração que o dia a dia na criação acaba deixando.
Se não podemos botar a criatividade pra funcionar na publicidade, é bom canalizar em outra atividade que no mínimo vai ampliar repertório.
Como consumidor tenho que confessar que também acho que a propaganda está formatada
abs. Esse site é ótimo !