Porque no Brasil não se perde esta mania de pedinte e entende que fundraising é algo que deveria ser tratado de maneira profissional?

Porque não podemos aprender com os gringos? Aqui campanha de doação começa com o pedido de esmola para a agência?

Associações e outras entidades que buscam doações deveriam procurar os melhores profissionais e agências pela capacidade de conseguir resultados e não por sua bondade em atender causas nobres. Até porque, geralmente esta parceria acaba sendo encarada por muitas agências como um bom cliente para ganhar prêmios. Mas a premiação em festivais é um objetivo muito diferente de angariar fundos e portanto, péssimo para obter resultados concretos.

Você prefere uma equipe que compartilhe sua causa ou uma equipe que historicamente tenha melhores resultados? Mesmo escolhendo a primeira opção, lembre-se que não será o sócio-diretor da agência (que compartilha da causa) que vai produzir sua campanha. Pelo contrário, mais provável que seja um estagiário ou alguém preocupado com uma causa menos nobre, como Cannes.

Não tem dinheiro para pagar a agência? Procure agências que aceitem ser “sócias” da campanha entrando no risco e atrelando os resultados com alguma fórmula de success fee. Aposto que será mais fácil conseguir resultados.

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Um comentário

  1. 1 Fábio Adiron

    Cava

    A raiz dessa questão está na nossa formação religiosa, não a nossa em particular, mas a da nação.

    Enquanto temos uma cultura católica, voltada para a caridade e para o favor (ou seja, a esmola é uma forma de mitigar a culpa de ter dinheiro), os anglo-saxões não se sentem culpados por prosperar e, portanto o “charity” faz parte de um mandato cultural de financiar o desenvolvimento autônomo das pessoas.

    É a velha história de dar o peixe ou ensinar a pessoa a pescar. Nossos amigos do Norte vêm o funding de instituições como investimento, nós vemos como despesa moral.

    As instituições precisam abandonar o discurso de “coitadinhos de nós”. Por outro lado as empresas que as financiam precisam procurar investir em instituições que promovam a autonomia das pessoas (o que gera mais mercado) e não as que querem se perpetuar como tutores dos “pobres e oprimidos”. Aí a coisa toda vira business e todos saem ganhando.

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