Relutei pra escrever sobre o Second Life. Nada contra ele, mas estava muito na moda e achei meio sem graça escrever sobre o assunto. Agora que a poeira baixou, vou dizer o que acho.

Bono SL

Mas antes mesmo de falar sobre o Second Life, queria ampliar o assunto para uma análise de novos meios ou novas tecnologias. É inegável que eles chamam mídia espontânea, ligam alguns atributos a marca (como inovação) e muitos driblam a poluição de propaganda e marketing de outros meios, permitindo ter um relacionamento mais profundo da marca com o consumidor. Neste sentido, muitos dos novos meios e novas tecnologias (assim como o Second Life) têm minha aprovação para ações de curto prazo.

Uma pesquisa feita pela CB News deixou claro que a maioria (66%) dos residentes do Second Life acham que a presença de marcas reais tem um impacto positivo. Isso porque, segundo eles, deixa o ambiente virtual mais próximo do real. Isso pode mudar se a poluição aumentar muito, mas a curto prazo ainda é perfeito para as marcas.

Agora, para ações de médio e longo prazo, é preciso pesar muito bem o investimento de setup, pois se a maior parte da verba for investida no começo da ação, caso o meio (no nosso exemplo, o Second Life) não ande pra frente ou caia no ostracismo, resultará em dinheiro mal investido.

O Second Life tem outros três pontos que considero importantes. O primeiro é que o número divulgado pela mídia é sempre o de usuários cadastrados. O que importa para campanhas é o número de usuários ativos. Se contarmos apenas os usuários que fizeram acesso nos últimos 30 dias, estamos falando de apenas 17% dos cadastrados. A diferença é grande porque toda novidade acaba ganhando muitos usuários novos, que se cadastram, testam e picam a mula.

O segundo ponto é que, a primeira onda já passou. Já temos um banco, uma loja, um show de rock, um tudo. Tem até o PSDB e os dois maiores representantes de arroz de festa do mundo, o Bono e o Fatboy Slim. Então, para chamar atenção do consumidor (e até da mídia) é necessário ousar um pouco mais e fazer algo diferente.

O terceiro ponto é dificuldade de medir audiência. Como vocês já sabem, tenho minhas objeções a importância que é dada hoje a audiência, mas dependendo do objetivo da ação, pode ser difícil medir resultados.

Agora, se me perguntarem se o Second Life vai pegar, isso não sei, deixo para os gurus responderem. Eu não sou guru, guru é pra jacu.

Ah, e pra quem gosta do assunto, vale a pena dar uma olhada no Home (o “Second Life” da Sony para o Playstation 3), vídeo abaixo.

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8 comentários

  1. 1 VinceVader

    Second Life é muita alienação, prefiro jogar RPG com meus amigos.

  2. 2 Ricardo Amaral

    Nada bate SimCity. Aliás, o PSDB poderia gastar melhor seu tempo atazanando o Apedeuta ao invés de ir para a porcaria do Second Life.

  3. 3 TheSoulSurfer

    nao sou usuario do second life mas no youtube vi um video mostrando o primeiro trio eletrico do secondlife… joia! era soh isso que faltava! to me cadastrando agora mesmo!

  4. 4 felipe

    eu achei muito lerdo mesmo com uma conexão de 4mb.
    Muito difícil ganhar grana lá.
    vender objetos e terrenos já esta estabilizado.

  5. 5 Michel
  6. 6 Braga

    O World of Warcraft é mais legal, mas não dá pra colocar McDonald’s porque o Conan não come Hamburguer.

  7. 7 Fábio Adiron

    Pô !!!!!!!!!! Isso é discriminação….nunca mais te chamo de guru…..

    Hahahahahahahahahahahahahahahaha

  8. 8 Cesar Senatore

    O Conan não come hambúrguer foi impagável.
    O que “pega” pra mim no second life é a cara de pau de uns e outros de proclamar como sucesso um evento ou algo que o valha lá dentro que reuniu 800 avatares [ou cururus].
    Que matemática é essa? Se for assim todo mundo que tiver mais de 800 amigos no orkut é sucesso?

    Como diria Lincoln- se me dessem 4 horas pra cortar uma arvore eu passaria as 4 primeiras afiando o machado.

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