Quando a gente fala de comunicação na internet, ainda estamos muito viciados. Ainda somos incrivelmente preconceituosos, preguiçosos, covardes e protecionistas. A internet ainda é assunto à parte, uma espécie de graal ou penico – depende do ponto de vista – da modernidade.
Dia 5, terça feira, estarei na ESPM (Auditório Kotler da Rua Dr. Alvaro Alvim, 123) falando sobre marketing viral. Quem estiver interessado envie um email com o nome para colocar na portaria.
Ah, o telemarketing ativo. Nada como ele para comprovar que o curto prazo venceu o longo prazo. Busca-se o lucro a todo custo, mesmo que isso signifique estragar um relacionamento com os consumidores e o próprio lucro a longo prazo. Com relacionamentos acabando e o “longo prazo chegando”, busca-se ainda mais ferozmente a aquisição de novos clientes e assim cria-se um ciclo.
Entrando no ciclo, dificilmente uma empresa sairá dele. Para isso, faltará alguém com poder e colhão o suficiente para quebrá-lo.
Peço licença para fugir do tema principal do blog, mas acordei azedo hoje. Essa onda de celebridade às vezes passa do limite. Assistir Big Brother é uma coisa, outra é comprar um livro sobre a dieta de Jesus. Não rola.
A nova moda é levar a propaganda ruim onde o consumidor está, seja na rua, na casa ou na fazenda.
Para quem não conhece, a descrição breve para digital signage seria utilizar displays eletrônicos (plasma, LCD, etc.) para passar uma mensagem publicitária.
Depois de analisar as inscrições de cyber deste ano, algumas conclusões são até meio bobas de comentar. Tem muito lixo e tem muita coisa boa. Mas isso se repete todo ano, o que dá para dizer de novo?
Depois de 16 anos trabalhando em agência até chegar ao pomposo cargo de Diretor Senior de Criação de uma das maiores agências do mundo, deveria estar satisfeito.
Mas a cada ano que passava, minha angústia aumentava porque meu dia-a-dia se distanciava cada vez mais da minha vocação.
A propaganda ficou burocrática, executiva, paneleira e chata pra caramba.
Profissionais de criação viraram formateiros (muitos nem se deram conta) e fazem hoje manobras de conceitos para estacionar na vaga dos prêmios e da grana.
O flow dos jobs é patético, com estruturas cada vez mais departamentalizadas, apesar do discurso contrário. E o crescente destaque para os planejadores como os novos criativos das agências é sintomático.
A propaganda na TV chama sua atenção, você já conhecia os personagens porque leu em sua revista preferida. Que espertos estes publicitários, aproveitaram o fato e logo fizeram um comercial. O que você não sabe é que o fato também havia sido fabricado pela agência.
Mas se a matéria que você leu era de cunho jornalístico e em nenhum momento apareceu a marca ou o produto, isso pode?