Monthly archives: April 2007

Qual a diferença entre o charme e o funk?

Quando o Cava me pediu pra escrever sobre a diferença entre o designer gráfico e diretor de arte, mais especificamente no ambiente de uma agência de publicidade, me lembrei deste famigerado funk. Me lembrei também do aperto que passo quando alguém da minha família pergunta o que exatamente eu faço em uma agência de publicidade. Se eu não faço os anúncios da TV nem os da Veja, sobra o que?

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Agência ou produtora?

Tem uma coisa que o período pós bolha mostrou para quem não trabalhava com o mercado financeiro. Investidores realizam prejuízo muito fácil. Eles podem ter colocado uma fortuna em uma empreitada, mas se percebem que o negócio miou, não enfiam mais um único centavo. Isso aí, nada de colocar dinheiro bom em cima de dinheiro ruim. Vai quebrar? Que quebre de vez, o dinheiro bom vai para outro investimento. Qualquer um que traga mais retorno. Sem ressentimentos.

Em agências, via de regra, todo dinheiro costumava ser dinheiro bom. Isso porque uma conta anual com um número específico de campanhas tinha seu faturamento garantido através de uma parte do montante. Funcionários trabalhando até tarde e finais de semana sem hora extra garantiam a gordura para garantir uma entrega mais apertada sem custos extras.

Mas a falta de divisão de disciplinas, a irregularidade de alguns clientes que insistem em trabalhar por projetos (e às vezes com concorrências em cada um deles), a necessidade de campanhas fora da caixa e a demanda por especialistas diferentes fez o cenário mudar um pouco.

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Splenda Kills

Ter menos controle é parte da nova realidade, mesmo que isso incomode muito empresas que têm uma visão mais tradicional do mercado. Mas como é difícil aceitar este novo cenário, a resistência produz casos que beiram o ridículo.

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Joost

Pra quem não conhece o Joost ainda, uma explicação grosseira seria dizer que ele é uma maneira de ver TV pela web. Produzido pelos criadores do Kazaa e Skype, ele usa P2P para permitir uma boa qualidade da imagem em tela cheia sem precisar de uma conexão absurda. Pra terminar, ele ainda tem algumas possibilidades de interatividade.

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Branca de Neve e os 4 anões

Comprei um caderno de atividades pra minha filha. Era da Branca de Neve e os 7 anões da Edelbra, dizia que vinha com adesivos dentro. Tinha “caminho perdido”, “colorindo” e outras brincadeiras. Vieram os adesivos do Dunga, Dengoso, Mestre e Zangado.

Tá certo que minha filha ainda não sabe contar, mas alguém me explica o que aconteceu com o Atchim, Feliz, Soneca e a Branca de Neve?

Por favor, evitem comentários pornográficos.

TV digital for dummies – conteúdo ilimitado?

Quando passarmos do sistema analógico para o sistema digital, será possível enviar muito mais conteúdo através do mesmo meio físico. Isso quer dizer que, usando aquela mesma faixa de freqüência utilizada hoje (de 6 MHz), uma emissora poderá enviar mais informação do que um simples canal de áudio e vídeo como faz hoje. Mas será que teremos mais canais?

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Som direcional

Vou aproveitar este blog para colocar alguns updates do livro. Na parte que falo sobre o sistema de som direcional (pág. 133), comentei que a mesma tecnologia já estava sendo testada pelas forças armadas norte-americanas. Hoje o Danger Room (um dos blogs da Wired) mostrou uma tecnologia parecida que também usa microondas para causar dor sem ferir ou matar. E com uma precisão absurda, assim como o sistema de som direcional.

Já o Hypersonic Sound pode ser usado sem causar dor, ajudando em uma série de frentes, inclusive ações de marketing.

This is madness! This is Brazil.

Gosto de dizer, imitando o pica-pau, que guru é pra jacu. Fazer previsões é sempre uma tarefa indigna e pedante, mas esta é fácil demais para não comentar. O laptop de 100 dólares ainda vai gerar muita polêmica no Brasil.

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