
Esta semana li o manual do funcionário da Crispin Porter. Enquanto meus colegas blogueiros se deliciam com prova de agência tão moderna, tenho uma opinião ligeiramente diferente.
Na minha não humilde opinião (afinal, se eu sou bem menor que a Crispin, não posso dizer que sou humilde quando falo sobre eles), vale a leitura. Mas não porque é um ótimo manual do funcionário, e sim porque é uma ótima ação de RP.
O manual está disponível online para quem quiser (inclusive você que não é funcionário da Crispin) e tem tudo o que um cliente gostaria de escutar de uma agência.
Nós valorizamos a grana do cliente, respeitamos o deadline, gastamos o dinheiro do cliente com sabedoria, não perdemos tempo em reuniões improdutivas. Enfim, agências são diferentes, mas nós somos ainda mais diferentes.
Se eu não acredito que seja verdade? Até acredito. Uma agência que tem um trabalho com a qualidade que eles têm mostra que é diferente. Mas que agência não tem isso no discurso? Por isso o livrinho não passa disso. Discurso.
Dito isso, também dou os parabéns a Crispin. Não pelo conteúdo, mas pela ação de RP. Na Crispin, a casa de ferreiro não tem espeto de pau.

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No fundo, no fundo… pra mim parece um viral. Mais um… Não lí tudo, mas ficou nítido que o material fala para o cliente da agência (os atuais e os potenciais). Só embrulharam a propaganda da agência de outra forma, interessante, sem dúvida.
O material tem outros trunfos:
1) Em termos de linguagem, ele passa o conceito da agência com clareza;
2) Em termos de conteúdo, é absolutamente velho - cuidar bem do dinheiro do cliente, ser diferente, ser criativo… Acho que a McCann devia falar isso em 1930.
A diferença não é se o discurso é novo ou velho…..mas se ele é ou não aplicado.
Pelo que já vi na CPB, afirmo que é.
Eles são muito criativos e mantém uma agência muito bem organizada.
Fizeram trabalhos muito legais com Burger King e Coca Cola…por exemplo.
Se é viral ? Claro que é….afinal, estamos discutindo aqui não ?