Porque é preciso forçar uma transição rápida? Se as emissoras pararem de emitir o sinal analógico em poucos anos, obrigará milhões de pessoas gastarem dinheiro para comprar um box adaptador e continuar vendo TV aberta em suas residências.
Muita gente não se dá conta, mas o ar vale muito dinheiro e é um bem escasso.
A TV aberta, o rádio do seu carro, os celulares, os satélites, o controle remoto da garagem e mais uma tarabada de outros exemplos utilizam as chamadas ondas eletromagnéticas para se comunicar.
Se dois aparelhos (ou antenas) emitem uma mesma freqüência na mesma região, o que temos é interferência, ou seja, um sinal sujo que ninguém entende. Isso faz com que a quantidade de freqüências seja bastante limitada em um cenário cheio de necessidades como hoje.
Quem controla tudo isso é o governo, que faz concessões de uso para empresas. A concessão pode ser gratuita (como a da TV aberta) ou leiloada (como é o caso de telefonia celular). Para ter uma idéia, estima-se que o espectro (todo o leque de freqüências disponível) americano (ou seja, o uso em cima do território americano) vale cerca de U$ 782 bilhões. Como parâmetro no Brasil, só a Telecom Italia pagou R$ 990 milhões pela exploração de uma faixa do espectro em alguns estados brasileiros.
Voltando a TV digital. Como sabemos, durante 10 anos, teremos a transmissão simultânea das TV analógica e da TV digital. Uma faixa de freqüência para cada uma delas, utilizando muito mal o espectro nacional. A 15 anos atrás, não existia necessidade de espaço para telefonia celular, a 5 não existia necessidade para a quantidade de serviços via satélite que temos hoje. Imagina e falta que isso fará daqui a alguns anos, com novos serviços e novas tecnologias aparecendo.
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Cara, vc sabe que eu não manjo nada dessa sua área, que eu vivo para os bits, pelo bits, com os bits, mas uma coisa eu posso constatar aqui no teu blog:
Quando o assunto aborda um mínimo de tecnologia, não há comentários, não há opiniões, sequer uma dúvida. Sabe o isso significa? Que ninguém entende a tecnologia que usa, suas limitações, seus horizontes, suas possibilidades.
E daí? E daí que todo mundo na tua área continua dependendo do sobrinho… Que como eu, respira através de sílicio ao invés de usar os alveulos… Mas que, também como eu, não entende lhufas de propaganda, marketing e afins.
É marromeno como o lance da Fórmula 1: Os campeões não são apenas bons pilotos no que tange ao controle do bólido, mas os que conhecem cada característica, que sabem regular os detalhes do carro e como melhorá-los, sem exatemente serem engenheiros mecânicos ou físicos de tunel de vento.