O papel eletrônico, também conhecido como tinta eletrônica, poderá ser usado por agências e anunciantes das mais diversas formas e nos mais diversos lugares.
Como funfa:
Existem algumas tecnologias diferentes, mas todas seguem o mesmo princípio. O e-paper funciona de maneira parecida com aquele antigo brinquedo, a Lousa Mágica, cujo desenho era formado por pequenas partículas magnéticas que eram atraídas pela carga magnética da caneta.

infográfico: Macacolândia
No caso do e-paper, ele é formado com bolinhas minúsculas. Dentro de cada bolinha existem partículas microscópicas em duas cores de pigmento, as partículas têm cargas distintas e, por isso, quando é aplicada uma carga elétrica positiva, as de uma cor ficam de um lado da bolinha e as de outra cor do outro lado. Quando aplicada a carga negativa, o inverso acontece.
Porque é chamado de papel?
O e-paper tem este nome por ter várias características semelhantes ao papel, descrevo abaixo:
- Fino: fino como papel, alguns protótipos chegam a míseros 0,29 milímetros.
- Flexível. Nem tanto quando um papel, mas suficiente para ser enrolado (ou dobrado) dentro de um aparelho. Esta característica tornará o e-paper ótimo para portáteis. Assim, um pequeno aparelho (celular por exemplo) não vai significar necessariamente uma tela pequena.
- Resistente: diferente dos displays atuais, o e-paper pode ser dobrado e apertado sem maiores problemas. Claro que você não pode dobrá-lo tanto como um papel, mas dê uma olhada no vídeo do idiota dando sapatadas.
- Barato: hoje, um metro quadrado poderá custar 60 dólares. Quando tiver economia de escala, este valor pode cair rapidamente para 5 dólares.
- Leve: as primeiras versões de livros eletrônicos pesam apenas 190 gramas, o mesmo que um livro de 128 páginas (fazendo um cálculo burro, caberiam mil livros destes dentro do e-book). Mas um e-book é um aparelho cheio de funções, o e-paper mesmo é bastante leve.
- Resolução: pode ter resolução duas ou três vezes superior ao LCD.
- Tamanho: assim como o papel, é viável produzir e-papers em tamanhos gigantes, como outdoors e quiçá (adoro essa palavra) uma empena de prédio.
- Não precisa de energia: o e-paper só precisa de energia elétrica para mudar sua imagem, depois disso, ele mantém a imagem mesmo sem receber energia elétrica.
- Não precisa de luz: diferente de outros tipos de display (como o LCD), o e-paper não precisa de luz atrás, e por isso funciona muito bem mesmo se for visto na luz do Sol.
Limitações atuais
Existem muitas empresas de porte investindo em soluções de e-paper, o que nos garante que a evolução será bem rápida (até por ter um campo enorme de aplicações), mas por enquanto ainda existem algumas limitações.
- Mercado: ainda não existem muitas soluções comerciais.
- Cores: apesar de existirem alguns protótipos coloridos, as primeiras versões de e-paper tem apenas duas cores (geralmente preto e branco).
- Refresh: o e-paper ainda é lento para mostrar vídeo, que requer vários quadros por segundo.
Para comparar, um LCD normal tem um tempo de resposta de 2 a 25 ms, enquanto a maioria dos modelos de e-paper tem um tempo de resposta próximo dos 300 ms. Algumas técnicas (como a utilizada pela Bridgestone) sugerem que o e-paper poderá chegar a um tempo de resposta de 0,2 ms. A Philips já está testando uma nova tecnologia que consegue velocidade suficiente para mostrar vídeos.
Possibilidades
Por ser fino e flexível, pode ser usado em uma enorme variedade de objetos e lugares, como cartões de crédito, vidro do carro ou até envelopar todo um elevador. Por ser barato, pode ser usado em locais onde hoje seriam inviáveis (como uma banca de frutas). Por ter boa resolução, ser resistente e poder ser produzido em tamanhos gigantes, poderá ser usado em mídia exterior.
Apesar do “lado papel” ser o que mais chama atenção, o lado eletrônico é igualmente importante, pois permitirá utilizar o e-paper da mesma maneira como usamos outros displays, inclusive com comunicação sem fio.
Isso significa que a tela poderá mudar seu conteúdo de acordo com a necessidade e principalmente utilizar outras tecnologias e inteligências para customizar, personalizar e criar interatividade com o consumidor. Os outdoors do Mini, poderiam usar e-paper para alterar todo o conteúdo do mesmo (ao invés de um pequeno painel)
Como será utilizado, depende somente de nossa criatividade. A tecnologia não cria restrições, ela abre possibilidades.

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Olá Cavallini, muito interessante essa iniciativa.
Tem um assunto que está em alta e tudo o que é revista ou jornal fala sobre, mas nenhum conseguiu explicar de maneira descente. A tal da IPTV, (TV por protocolo de internet) não encontrei nenhum texto que explique o que é e como funciona essa tecnologia.
Cava
Faltou acho que explicar que o principal valor do e-paper está em sua legibilidade e conforto visual, uma gigantesca limitação das telas atuais. Não existe ainda meio mais confortável de leitura que o papel. O e-paper é uma tentativa de se desenvolver uma tela com as mesmas características de conforto para leitura que o livro.
ola, percebi em seu texto que você pesquisou sobre a lousa mágica (aquele brinquedo que todos tem quando é criança). Estou fazendo um trabalho para a faculdade e preciso descobrir do que consiste a lousa, para poder especificar meu projeto. Se você tiver alguma coisa que possa me ajudar, me envie por favor.
Oi Giselle, eu fiz a comparacao com a Lousa Magica porque o desenho dela era formado por pequenas particulas magneticas que eram atraidas pela carga magnetica da caneta. Sendo assim, um processo parecido com o do e-paper.
Mas tambem tinha o traço mágico, mas este era ligeiramente diferente.
De qualquer forma, acho mais facil voce procurar em sites gringos sobre a mecanica. Para a Lousa Magica procure por Magic Board ou Magna Doodle. No caso do traço mágico, procure por Etch-A-Sketch.
Mas como funciona de fato o e-paper? Como faço para transmitir uma foto ou vídeo para ele? Onde conecto ele ou por meio de que?
Obrigada
Oi Joana, o e-paper é uma tela (como um monitor), ou seja, funciona igual. Tem alguns que tem um cabinho que vc liga no computador (ou outra interface de video) e tem alguns que tem chip sem fio pra receber a imagem sem precisar de cabinhos.
Claro, assim como monitores, tem e-paper com cabinho serial, tem com usb, etc. Como ainda nao tem muito modelo comercial por ai, é muito cedo pra dizer se alguma conexao sera mais comum no futuro.