Não é segredo pra ninguém, está rolando uma nova onda de emigração dos profissionais digitais (na falta de um nome melhor). Pelo volume, podemos até chamar de êxodo. Ele envolve todos os tipos de profissional, mas como sempre, é mais forte quando se fala de diretores de arte.

Desde o começo do ano (e estamos em fevereiro ainda), fiquei sabendo de 8 profissionais plenos ou seniores de direção de arte digital que foram embora ou já estão negociando com agências gringas.

Alguns chamam esta nova onda de bolha 2.0, eu chamo de “platô da produtividade”.

Eu explico, este é o nome dado pelo Gartner para o último estágio de amadurecimento de novas tecnologias. Quando, depois de muito trabalho e expectativas mais realistas, se chega a um bom entendimento de suas aplicações, criando ferramentas para tornar essa tecnologia estável, finalmente sendo adotada por uma boa parcela do mercado. É o que presenciamos hoje com o meio digital depois de uma boa temporada no fundo do poço (que aliás também é explicado pelo Gartner).

gartner
infográfico: Macacolândia

Como eu não sou oráculo do mercado (e nem pretendo ser) este número pode ser ainda maior. Parece pouco, mas 8 profissionais já é um número enorme para o nosso mercado. Faça as contas, quantas agências (tradicionais ou não) você conhece que tem profissionais seniores de direção de arte digital? Imagine o tamanho do estrago que esse número pode causar.

Para mostrar que é problema que está se tornando crônico, usei a melhor ferramenta do mundo pra pesquisa informal (msn, icq, ichat, gtalk) e perguntei aos meus amigos nomes de brazucas de arte (designers, dir.arte, dir.criação) que saíram do Brasil em 2006.

  1. Adhemas (Hello LA)
  2. Andrezza Valentin (Freelancer)
  3. Caio Lazzuri (AKQA SF)
  4. Cassiano Saldanha (OgilvyOne SF)
  5. Cesar Marchetti (firstborn NY)
  6. Marcelo Badin (Publicis.net Paris)
  7. Marcelo Bruzzesi (Leo Burnett Lisboa)
  8. Marcio Holanda (Ogilvy México)
  9. Mariana Bukvic (Big Spaceship NY)
  10. Mauro Ramalho (Organic Canadá)
  11. Paulo Renato (Modem Media NY)

Em uma rápida pesquisa, 11 pessoas foram citadas. Não estou aqui (nem vocês) pra levantar quem é bom ou ruim, sênior, pleno ou junior. Essa lista serve somente para ilustrar a quantidade de profissionais que estão zarpando todo ano.

Nos anos anteriores, outra penca de bons profissionais se foram. Ainda existem ótimos profissionais no Brasil, mas é inegável que a qualidade do mercado cai ano após ano. O mundo digital está exportando mais talentos que o futebol.

Mas e daí? qual a conseqüência?

A primeira conseqüência é ficar mais difícil contratar profissionais. A segunda conseqüência é diminuir a qualidade do mercado. Lembre-se que estamos falando do mercado digital, onde não temos a quantidade de bons profissionais que temos de diretores de arte para offline.

Atenção, antes que chovam emails e comments reclamando, não estou dizendo que não temos qualidade no mercado digital, estou falando da fuga de talentos.

De uma maneira geral, quando o cargo mais alto da hierarquia (o dir. criação ou o dir. disso ou daquilo) vai embora, a falta de opções no mercado faz com que todo mundo na empresa suba um degrauzinho.

Eu não sou contra o modelo de subir um degrau, ele é usado com muito sucesso em consultorias. A diferença é que consultorias tem nego pra dedéu, o que significa uma escada muito grande e com degraus bem pequenininhos. Assim, a pessoa que assume o posto geralmente tem um nível muito próximo de quem substituiu.

Conheço uma agência cujo diretor de criação atual era a quinta pessoa na hierarquia natural. Isso porque depois do ator principal ter ido morar fora, o segundo do posto zarpou “pros estrangêro” também e as 2 pessoas mais cotadas em seguida para assumir o cargo foram para outras agências. Como não conseguiram achar ninguém no mercado, a solução foi usar o quinto colocado.

Para o bem do nosso mercado, proponho criarmos alguns designers e diretores de arte em cativeiro (como fizeram com os ursos pandas). Parece que isso já foi tentado com programadores mas parece que eles são muito agressivos quando enjaulados.

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25 comentários

  1. 1 Ricardo Bánffy

    Talvez uma forma criativa de segurar alguns dos bons talentos da área e, ainda por cima, direcionar o gene pool local a produzir mais diretores de arte seja criá-los em cativeiro e usá-los como reprodutores.

    Muitos vão detestar a idéia, mas alguns profissionais que passam tempo demais trabalhando e que, por conta disso, não conseguem ter uma vida social saudável, acharão a perspectiva muito atraente.

  2. 2 TheSoulSurfer

    Crise significa oportunidade…bom, nao sei se isso eh uma crise… mas na contra mao tambem tem gente voltando p/ o Brasil e fazendo um excelente trabalho… o exemplo mais recente que posso citar eh o Andre Matarazzo com seu novo studio Gringo http://gringo.nu/

  3. 3 mug9

    Cava, acho que essa emigração de profissionais tem dois lados da moeda.

    Na minha opinião, com certeza vai ser uma experiência muito legal pra essa galera. A grande maioria é super jovem e já ter uma vivência profissional no exterior vai ser super bacana pra eles.

    Eu não acredito que eles irão passar a vida inteira lá. O Brasil faz falta. Lá não tem churrasco, não tem praia bonita, não tem bagunça. Vamos encarar como um período sabático.

    Porém, de outra forma, eu fico me perguntando: será que ninguém encara ficar no Brasil como um desafio muito maior? Do criativo encarar um desafio em construir algo que pelo que me parece, ninguém está disposto a fazer?

    Talvez não tenha aparecido ainda uma geração de criativos com uma visão mais aberta. Dá pra conciliar muito bem a tarefa de ser diretor de criação e continuar a criar, layoutar. É só uma questão de dimensionar o tempo, impor objetivos. Mas aí é outra história….

  4. 4 jean boechat

    a molecada fala em trampar na gringa ou na gringo. =^)

  5. 5 Cesar Senatore

    Os criativos se vão pois querem por em prática suas idéias, coisa que o nosso mercado não consegue pelo tamanho do dinheiro e pelo establishment.
    Quando isso mudar eles voltarão?

    E outra coisa, depois da bolha teve um gap muito grande de formação dos profissionais, tanto que para qquer depto. de internet executivo médio é MUITO difícil de achar.

  6. 6 Athila Armstrong

    Acho que de certa forma a natureza do profissional de design digital que fez isso acontecer (busca de informação incessante, experimentalismo, noção de comunidade). Essa natureza foi ampliada absurdamente por diversos fatores desagradaveis da cultura profissional brasileira e quem sabe até da cultura brasileira como um todo.

    Os designers digitais no Brasil tem a cabeça complemente voltada para o mercado externo e pela adversidade acabam se tornando extremamente especializados e capazes de lidar com situações pouco comuns nos mercados da America do Norte e Europa. O acesso a informação de alto nivel e a facilidade de estabelecer contato com a tão importante “comunidade de design internacional” é outro fato que provoca esse exôdo.

    O mercado no Brasil esta muito longe de oferecer o que o mercado internacional tem a oferecer no momento e isso não tem nada relacionado com dinheiro pois é possível pra um profissional experiente ganhar bem mais no Brasil do que no mercado internacional (outra distorção tipica da cultura profissional brasileira).

    Não concordo com a afirmação do mug9 quanto a volta desses profissionais. Sentimos falta de algumas coisas, mas a balança é extremamente favorável ao lado de cá. Acho que alguns vão voltar outros tantos vão ficar por anos a fio, no final a conta deve ser por volta de 40/60 respectivamente.

    A oportunidade esta ai, mas pouquissimas pessoas vão ter inteligência e capacidade pra aproveitar e acho que a diferença só tende a aumentar no momento. Sinto pelos talentos que não foram descobertos ainda e que vão ter pouca capacidade de se desenvolver sem o acompanhamento dos mentores que eles merecem.

  7. 7 Roger

    “O Brasil faz falta. Lá não tem churrasco, não tem praia bonita, não tem bagunça. Vamos encarar como um período sabático.”

    Me desculpe mas não concordo.
    O Brasil faz falta? A resposta é…SIM.
    Mas “pelo menos” aqui na europa tem churrasco sim.
    Praia bonita bagunça? Alguém ai já foi pra Croacia?

    Logo morando na europa não falta nada até para o brasileiro mais “chato”. Isso porquê eu moro em londres que tem a famosa fama de péssima comida.
    Isso é fato, mas basta ir no mercado que tudo se compra e carne agora tem um monte de açougues brasileros =]

    Falando do assunto agora, na minha opinião as pessoas tem mesmo que buscar uma experiencia fora do Brasil pra ver quanto as condições de trabalho no Brasil são péssimas.

    Ótimo buscar desafios ai, até concordo mas não acho nada desafiador trabalhar todo dia até não sei que horas e se um dia eu sair as 7 “isso pq o horario costuma ser as 6″ todos ficarem olhando com cara de m* e perguntado: porra, mas já vai embora?

    Qualidade de vida implica em qualidade dos jobs.

    Minha humilde opinião.

  8. 8 Caio Lazzuri

    Jean, vc é um gênio hahaha.

  9. 9 Vicente H. Bruzzesi

    Prezado Ricardo Cavallini,
    Parabéns pela matéria !
    Sou pai de um dos “brazucas” que deixou o pais em função de novos desafios, crescimento profissional e pessoal.
    O nome de meu filho é Marcelo Bruzzesi, que hoje desenvolve suas atividades na cidade de Glasgow na Escócia.
    Como professor universitário na área de Gestão Empresarial, entendo que esse êxodo de bons profissionais para o exterior é mais uma das consequências do processo de globalização.
    Cordialmente,

  10. 10 Cassiano

    Athila, vc não conta. A gente tá falando de um movimento generalizado.
    Pergunta pra qualquer moleque de vinte e poucos que trabalha em agência no Brasil se ele não gostaria de trabalhar fora um dia. A resposta é quase óbvia, mas os motivos variam.
    Tem gente que quer voltar sim, sempre tem. O problema é quando vc precisa botar na balança o que vale a pena. Quem em sã consciencia vai deixar pra trás uma economia estável, um empresa onde os companheiro de trabalho te tratam bem por causa do seu ‘talento’ (e ai isso é altamente discutível) e te passam jobs bacanas por isso, uma cidade com pessoas educadas, segurança, dinheiro bem administrado pelo governo, etc etc etc… dá pra fazer uma lista gigante de vantagens.
    Agora, quem vai e se dá bem, acho difícil voltar.
    Quem já morou no presépio dos sonhos e tem a opção de escolher, não quer voltar pra marginal tietê.

    O exodo é real, e não é de agora. Tem gente boa fora do país ha mais de 4 anos.
    Motivo? Porra, a gente trabalha com uma midia global e democrática. Amanhã posso me tornar o melhor amigo do Michael Cina ou do John Maeda. Com competência se chega onde se deseja.

    Mug, o desafio parece ser interessante… dá até vontade de apostar, contribuir, construir.. mas dá preguiça. Não é fácil mudar práticas do mercado inteiro. Ainda mais quando o cliente já entrou no ritmo do bahiano.

  11. 11 felipe

    esse lance de web2.0 nome que de marketing, já existia todos os recursos, mudou que os usuários fazem conteúdo assim que fazem blog, fazem noticia, fazem videos, etc…
    Em lance de ferramentas online é legal, mais nomes como AJAX já existia o conceito de fazer algo na página sem dar reload usando JS, ai alguem colocou esse nome pra divulgar e colocar um padrão de tecnologia como se fosse uma linguagem nova.

    Eu acho que é isso…

  12. 12 Fabio Matiazzi

    Esta cada vez mais díficil descobrir novos talentos, o mercado digital esta muito parecido com o “mundo do futebol”, onde vemos craques indo embora mesmo sem saber o que é jogar pelo Brasil.

    Ainda existem muitos talentos para serem descobertos, tem muita gente nova que ainda precisa e vai ser lapidada, mas nossos possiveis e atuais (poucos) talentos ficam cada dia mais seduzidos pelas promessas que o mercado internacional tem a oferecer.

    Hoje, pra montar uma equipe você precisa literalmente “ficar sem dormir”, procurar muito, garimpar pra caramba e mesmo assim corre-se um grande risco de não achar a pessoa certa, sendo que depois de todo este processo, um risco maior ainda é perder este profissional num curto período de tempo para o mercado internacional.

  13. 13 Marcelo

    Po, o Mike Cina é muito gente fina. Pacato, mas simpático :D Old school.

  14. 14 Caio Lazzuri

    Eu não vou falar em prazo por que o buraco é muito mais embaixo, sempre.
    Nem vou reclamar da pobreza estética estabelecida pelo varejão.
    A intenção não é revolucionar nada.

    Sendo bem realista, vou sugerir 3 items básicos que as empresas deveriam se preocupar em oferecer:

    - Equipamento que preste (maquina, mobiliário) e silêncio.

    - Acesso a informação de qualidade: Livros, revistas, filmes, exposições, conferencias, treniamento, etc.

    - Uma pequena porcentagem do tempo para experimentação. (não putaria, experimentação que de retorno a médio / longo prazo)

    Isso aí, mais um troco eu to topando…Ah, se for em SP tem que ter um Analista no pacote.

  15. 15 Raphael

    O problema do mercado no Brasil é que se for quiser ser bem sucedido você tem que viver dentro da agência. Não existe vida. Isso é rídiculo, ainda mais quem tem família e não está afim de montar acampamento dentro da agência pra se dar bem. Honestamente eu não volto para o Brasil. Mercado deturpado onde se faz de tudo em busca do sucesso. O Brasil ganha 384782183472134 prêmios todos os anos? Em troca do que? Da minha vida é que não vai ser.

    Por isso virei freela e depois vim embora pra Glasgow. Em 10 minutos no trem estou na agência. Minhas filhas tem uma qualidade de vida infinitamente melhor e eu tenho mais tempo pra investir na minha família, nos meus projetos pararelos e simplesmente viver.

    Pra ajudar trouxe o Bruzzesi de Lisboa pra dar um help e chacoalhar os escoceses aqui! Em duas semanas já criamos nosso studio começando com BBC como primeiro cliente!

    Eu amo o Brasil, sinto falta da minha família. Mas eu não volto não!

    cheers!

    Raphael

  16. 16 Chrys

    “Eu não acredito que eles irão passar a vida inteira lá. O Brasil faz falta. Lá não tem churrasco, não tem praia bonita, não tem bagunça. Vamos encarar como um período sabático.”

    Na boa, o Brasil nao faz falta nenhuma. Praia bonita nao poe comida na mesa de ninguem (a nao ser que voce trabalhe com turismo…) Infelizmente o Brasil esta a anos luz da qualidade de vida que nos eh oferecida aqui. Pra quem tem filhos entao (ou pretende ter algum dia…) morar no Brasil esta cada vez mais impraticavel. Experimente por seu filho numa escola publica e ficar sem plano de saude no Brasil. Aqui isso eh o normal, e funciona mesmo. Sem contar as condicoes de trabalho infinitamente superiores, o respeito e profissionalismo com que somos tratados, e sim, o salario eh bem maior e promocoes e aumentos nao ficam so na promessa.

    Depois de conhecer tudo isso vc fica se perguntando porque nao veio antes…

  17. 17 Elise

    Além da oportudade de trabalho que a galera procura la fora e qualidade de vida, existe um outro fator, que na verdade, move muito mais do que qualquer oferta muitas vezes, e isso não se implica apenas para o designer, é a busca por conhecer novas culturas e lugares diferentes.

    Por que raios as pessoas sonham em morarfora do lugar onde nasceram e cresceram? (não sendo uma regra para todos). A questao morar no exterior não vem apenas pelo trabalho, mas junta-se o util ao agradavel… mesmo em um lugar com EXCELENTE condições de vida as pessoas simplismente nao param quietas! (vide suecia), e isso não esta acontecendo desde 2006 com os designers, mas o ser humano é assim!

    Outro exemplo são as pessoas que simplismente abrem mão do conforto pra se aventurar
    Ou seja, não que o Brasil esta perdendo designer, mas muitos foram e ainda irão, e outros retornarão com bagagem e extrageiros tb virão.

  18. 18 TheSoulSurfer

    Outro nome que faltou na listinha da materia foi o do Diego Zambrano… que tambem se mandou p/ Ogilvy NY… ah, tambem tem o Diogo Kalil que foi p/ Hello Logan em Venice, Califas… se parar pra pensar tem vaaarios outros nomes…

  19. 19 Andrezza

    Acho que o movimento inverso está longe de acontecer. Não nos próximos cinco anos pelo menos. Seria ótimo que estrangeiros começassem a imigrar para o Brasil e rolasse um intercâmbio, mas isso é utópico.
    Esse tipo de fluxo só acontece em países desenvolvidos, ricos que tenham algo concreto a oferecer e não só praias bonitas e pessoas simpáticas.

    O mercado brasileiro precisa crescer muito. Primeiro é preciso encontrar um modelo saudável e atrativo para daí se tornar interessante aos olhos de quem está de fora.

    Toda vez que um gringo cogita vir para o Brasil e começa pesquisar o esquema de trabalho, tipo de cliente, salário e qualidade de vida, acaba desistindo da idéia.

    Sem falar que cada vez mais o mercado internacional é movimentado por freelancers e não por trabalhadores full-time. O grosso da galera que trabalha com design aqui nos USA e na Europa é freelancer porque se ganha mais dinheiro, os horários são flexíveis, se tem acesso a clientes de nome e o mercado é tão aquecido que não falta trabalho.

    Já no Brasil ser freela é um problema. Primeiro porque um freelancer pode custar mais que um profissonal full-time, dependendo do nível do trabalho da pessoa, e a maioria das empresas não estão acostumadas a pagar mais caro para ter um cara top. Pois, o mercado também não está acotumado com boutiques de design ou design autoral (vamos deixar isso para uma outra discussão…) Além do fator grana existe o fator cultural. Não faz parte da cultura do mercado de web brasileiro ter profissionais que sejam só freelancer. Quando você diz que está como freelancer as pessoas traduzem como: você trabalha de dia e faz freelas a noite ou você está procurando um emprego e enquanto isso está fazendo freela.

  20. 20 Isabelle

    Tem alguns gringos loucos como eu que de fato trocaram a europa para trabalhar no Brasil. Troquei recentemente ofertas europeias para ficar por aqui. A fama é de louca, mas o sol diario, praias, o “calor humano” e chacoteiras tiveram uma grande influência na minha decisão.
    O que me convenceu a ficar foi que o Brasil ainda tem uma bela reputação criativa que estou colocando dentro da minha bagagem. Mas sem dúvida ficar “horas a fio” na agencia não é nada agradavel. Trabalhamos para ter uma vida melhor, mas ficamos sem tempo para aproveitá-la. Quem sabe o truque nao seja trabalhar no Brasil para clientes de fora?
    Agora que esse êxodo todo tem uma influência péssima sobre nós que ficamos por aqui, isso sem dúvida. Ficamos cada vez mais orfãos daquelas figuras que admiramos e com quem podíamos aprender. Tá ficando cada vez mais dificil de se espelhar em alguém e aprender com gente de peso. Por isso, quem sobrou, não vai não….

  21. 21 Camila

    Tatu, faz as malas e vem pra ca! ;)
    Trabalhar no Brasil pra clientes gringos nao funciona, se o seu objetivo eh aprender a crescer na profissao. O contato diario com as pessoas daqui faz toda a diferenca. A minha situação é provavelmente diferente da maioria, pq eu nao faço propaganda. Então nem que eu estivesse muito a fim de voltar, nao existe mercado pra mim aí.

    Sem falar que o reconhecimento daqui nao dá pra comparar. Um exemplo que acabou de acontecer aqui: eu trabalhei horas a mais pra terminar um projeto e ganhei 4 dias extras de ferias e varios emails agradecendo o esforco extra.

    Então, por enquanto, fico por aqui mesmo. No frio, sentindo falta dos meus amigos, familia e do sol, mas nao das horas extras que as agencias dai obrigam a gente a cumprir.

  22. 22 Ale

    Os talentos escapam pq falta qualidade administrativa. A morte da CLT já é fato, os caras crescem e percebem que ser cachorrinho de agência não basta. Ralar a beça todo mês enquanto o sócio tira sua segunda Cayenne dói. Por isso que agente foge mesmo, pega cliente e faz a festa. =)

  23. 23 jean boechat

    adoro comentário em post velho.

    e Lazurri: eu sou um gênio mesmo. =^D

Comentários em blogs:

  1. 1 Expectativas exageradas at Coxa Creme

    [...] Eu já falei sobre este gráfico do Gartner, no meu livro (página 14) e aqui no blog. [...]

  2. 2 Tem alguém pra indicar? at Coxa Creme

    [...] saber porque isso acontece? Conseqüência disso! Tags: agências, criação, [...]

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