
fato 1: a TV continua sendo uma mídia das mais baratas por ter bastante impacto.
fato 2: a TV está cada vez mais cara por ter menos impacto.
As duas afirmações parecem contraditórias mas não são. A pegadinha está no uso de da palavra “impacto”.
O fato é que, mesmo com a questão da fragmentação, a TV continua sendo um ótimo meio para atingir a massa, principalmente nas classes mais baixas.
O problema é que o impacto da TV é cada vez menor. Impacto não no sentido tradicional usado pela mídia (audiência), mas no sentido literal da palavra (choque).
Dispersão, consumidores multitarefas (que vêem várias mídias ao mesmo tempo) e falta de confiança na mídia tradicional são apenas alguns dos causadores desta tendência.
E se o problema é impacto (no sentido literal), é isso que agências e anunciantes deveriam estar buscando em outras mídias.
Executar uma ação em outro meio (seja ele Internet, videogames, intervenções urbanas ou qualquer outra merda) medindo resultado baseado apenas em audiência, ignorando a capacidade de interação, imersão e confiabilidade de outras mídias é mudar sem entender porque mudou.
6 comentários
Comentários em blogs:
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Pingback on Feb 23rd, 2007
[...] post é um update do post anterior. Resolvi explicar melhor esta bagunça sobre a palavra impacto. Mas confesso que o texto abaixo é [...]

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“Executar uma ação em outro meio (seja ele Internet, videogames, intervenções urbanas ou qualquer outra merda)…”
Inclua neste “qualquer outra merda” os aparelhinhos que hoje chamamos de telefone celular mas que no futuro deveremos conhecer como mini-computadores. Os números impressionam (cerca de 100 milhões apenas no Brasil!!!) e cada vez mais cresce a busca pela utilização deles como meio de informação e negócios. Num cenário onde fala-se muito em “convergência digital” é preciso explorar mais a área de aplicações móveis enquanto o terreno está fértil e virgem (ou semi-virgem, se é que isso existe).
olá.
concordo plenamente com o artigo.
concordo contigo também, eduardo, e acredito que precisamos ter cuidado na utilização do celular. temos que tomar o cuidado de fazer com que o usuário inicie a ação, que ele tome a atitude. essas mensagens indesejadas (que até as operadoras enviam) é uma das coisas mais bizarras e irritantes que existem, na minha opinião.
devemos sim migrar para as mídias alternativas (não gosto do termo mas…), e também internet, pois é uma das que gera maior interação e impacto (no sentido literal da palavra).
muito obrigado
Cava, já discutimos este assunto algumas vezes e eu tinha dificuldade de entender o que voce quer dizer com impacto. Agora consegui entender.
O problema, na minha opinião, é que por muito tempo sempre se entendeu que todo impacto tem impacto. E isso é até verdade praquele povo que fica sentado devorando a tevê. O problema é que os impactos vem tendo cada vez menos impacto em qqer meio e em grande parte dos veículos. Na onda do 2.0 (que eu odeio), está na hora de começarmos a conceituar o impacto 2.0.
A TV esta passando por transformacoes, tentando se adequar a novos consumidores e por enquanto não surgiu nada muito inteligente. Tanto que alguns programas já fazem o caminho inverso, ou seja, estão jogando seus telespectadores para outras mídias e assim possibilitar experiencias diferentes. LOST é um bom exemplo, se você quiser saber mais sobre o seriado e seus personagens precisa interagir com outras midias, talvez este seja um dos primeiros programas que trata o telespectador como alguém que tem cérebro, nada de ligações para 0800 para votar num brother… vamos globo, acorda pra vida… rs.
LOST é feito pra quem tem cerébro? To perguntando só, perguntar não ofende.