Impacto, o mantra e o karma do mídia.


Este post é um update do post anterior. Resolvi explicar melhor esta bagunça sobre a palavra impacto. Mas confesso que o texto abaixo é uma punhetação chata que talvez seja um porre para a maioria.

O mantra da mídia é descrito como “cobertura, impacto e freqüência”

Se formos olhar em um dicionário, acharemos vários entendimentos sobre cada palavra, mas os que eu considero os mais comuns são:

  • cobertura: capacidade de penetração
  • impacto: choque
  • freqüência: número de ocorrências no período em questão

Mas se ao invés do pai dos burros, formos olhar na bíblia de mídia (eu sei que isso não existe) vamos ler o seguinte:

  • cobertura: conjunto de pessoas ou domicílios em relação ao total da população
  • freqüência: número de ocorrências que as pessoas assistem este mesmo canal/programa/comercial no período em questão, ou seja, quantas vezes o consumidor foi exposto a mensagem
  • impacto: cobertura versus freqüência

Mas não importa se estamos falando de GRP ou TRP, a questão é que, tirando toda essa terminologia chata acima, fica claro que impacto sempre foi (direto ou indiretamente) sinônimo de quantidade.

O objetivo do mídia sempre foi atingir o maior número de pessoas dentro de perfil desejado. Estamos falando então de quantidade. A qualidade fica restrita a questão do perfil.

E não estou falando de uma exclusividade da TV. Não adianta ir pra Internet e ficar no CPM. Custo por mil é exatamente a mesma coisa, sendo medida e mostrada de um jeito diferente.

E aí que o bicho pega, os mídias que evoluíram, buscam algo mais. Por isso começamos a escutar muitas agências dizendo que fazem uma criação estratégica e uma mídia criativa. Criativa para buscar impacto. Impacto no sentido literal da palavra. Impacto no sentido de choque; de ser capaz de ter maior relevância; maior envolvimento; maior interação; capaz de causar um efeito surpresa.

Resumindo: impacto que tenha capacidade para gerar mobilização do consumidor.

5 comentários

  1. tomás says:

    Impacto que gere mobilização do consumidor. É exatamente essa uma das características que eu descrevo como essenciais para qualquer campanha de mídia, aliás, digo mais, para qualquer campanha de marketing.

    O marketing (e todas as suas ferramentas) precisa gerar vendas, esse é o objetivo. Obviamente que vendas com responsabilidade, de um produto bom, que atenda e, espera-se, supere as expectativas dos consumidores, mas no final das contas, precisa gerar vendas, precisa fazer o consumidor comprar mais, com mais frequência e mais satisfação do que antes.

  2. [...] frase é ótima pra ilustrar o post sobre impacto, o karma da mídia. Tags: impacto, [...]

  3. [...] A mudança não é só operacional, é também de valores. Investindo em portais verticais cujo CPM é mais alto que os grandes portais, fica claro que o valor pago pela audiência (leia-se pageviews) passa a ser menos importante, valorizando mais o impacto. [...]

  4. [...] Mas a mudança mais necessária não é no formato, e sim no conteúdo. E até antes disso, parar de discutir a tática (de como conseguir audiência) e voltar a discutir estratégia. Será que deveriam lutar tanto pelo crescimento da audiência? Audiência é realmente algo viável de se buscar quando temos a mídia cada vez mais fragmentada? Ademais, audiência é realmente o que a publicidade (quem paga as contas) vai continuar buscando? [...]

  5. [...] de uma ação de marketing. Este segundo motivo pode parecer menos importante, mas quem leu meus posts sobre a questão de audiência e impacto conhece minha opinião. Em tempos de consumidores multi tarefa, jogos têm um diferencial [...]

Deixe seu comentário

Spam Protection by WP-SpamFree

Para receber email sobre novos comentários sem precisar comentar: