Ainda é difícil achar o wii para comprar, mesmo assim, a Nintendo já tem um jogo que vendeu mais de um milhão de unidades (somente nos EUA). Zelda, criado pelo Pelé dos videogames, era uma franquia que eu nunca gostei mas virei fã depois de sua versão para GameCube.

Eu gostei muito do jogo, uma pena que já terminei de jogar. Mas foi bem aproveitado, foram mais de 90 horas de jogo, o que o torna mais barato que o ingresso de cinema.

O jogo foi comprado lá fora, mas mesmo se tivesse comprado em algum shopping de SP (pagando 300 reais) teria custado apenas 3,33 reais por hora de jogo. Portanto, metade do valor (por hora) do ingresso de cinema mais barato aqui na minha região. Isso sem contar que meu sobrinho vai jogar esse mesmo jogo por mais 90 e tantas horas.

O resultado desta peregrinação pelos campos de Hyrule não é só ir menos ao cinema, é também ter usado menos do meu tempo para outras mídias em geral. Não gosto de me usar de exemplo porque não sou parâmetro para muita coisa, mas no meu livro (página 62) eu mostro que a migração da grana das salas de cinema para as casas não é um fenômeno exclusivo meu e que vem se intensificando nos últimos anos. A conseqüência pode mudar os planos de marketing e distribuição de toda a indústria de entretenimento.

Não preciso fazer o cálculo usando um jogo pirata de 3 reais nem falar sobre pirataria de filmes. Pirataria só acelera este processo, mas não é o único combustível para esta mudança. Quem entende a pirataria como o responsável por todos os males está só escondendo a cabeça debaixo do travesseiro.

Agora aguardo ansioso pelo Mario. Que Mario? Aquele.


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