Exemplo é o que não falta, a mulher da boca grande contra o youtube e o aparato do filme Aqua Teen que foi confundido com bomba em Boston são os exemplos mais recentes.
E sempre a mesma discussão, alguns dizem que foi ótimo porque o buzz gerado ajuda a divulgar a marca/produto enquanto outros dizem que o episódio só prejudica a imagem.
Para explicar o que eu acho, vou fazer um paralelo com marketing de guerrilha, até porque, se imaginássemos que o buzz gerado foi intencional, seria examente isso.
Hoje, qualquer ação diferente de marketing é chamada de guerrilha. Assim, o termo ganhou um significado genérico que foge do conceito original, onde tinha muito mais a ver com psicologia do que experiência e interação.
Pessoalmente, eu gosto de usar o termo marketing de guerrilha quando o nome é levado ao pé da letra, em ações que lembrem guerra (no caso, um ataque aos concorrentes). Neste caso, a melhor tradução para esta ação seria dizer que – quando bem sucedida – não tem vencedores, mas tem um perdedor (o concorrente, claro).
Pelos riscos legais, riscos à marca (por ser uma ação agressiva e polêmica), pela necessidade de ousadia e agilidade, marketing de guerrilha sempre foi atribuído pelos especialistas (como Jay Conrad Levinson) como ideal para pequenas empresas.
E ai voltamos ao ponto de partida, eu acho que estas ações valem a pena quando a marca/produto não tem participação ou está quase morta no mercado. Um exemplo: para o Supla (que estava morto e enterrado), pagar mico na Casa dos Artistas valeu a pena. Para a Cicarelli, aparecer na mídia tirando o Youtube do ar (fonte principal de diversão do seu público alvo) foi uma cagada imensa a sua imagem, muito maior do que aparecer de chameguinho na praia.
O único argumento bom seria dizer que ela quer se lançar lá fora novamente. Talvez sair na Playboy americana, como “a mulher que parou o Google”, como disse um amigo meu. Mas para isso valer a pena, teríamos que ignorar a imagem dela no mercado nacional, que paga seu salário hoje.
O buzz gerado pela ação de guerrilha serve pro bem e serve pro mau. A viralização é apenas o combustível, sem fronteiras, sem limites. A mensagem (seja ela qual for) que ela passa poderá atingir todo mundo, não somente seu target.
E ficar tentando entender porque isso acontece é assunto para filósofos e acadêmicos. Para publicitários e marketeiros, o que interessa são as possibilidades e os riscos.

3 comentários
E a infame ação do energético do tourinho no acidente das obras do metrô? Típico pensamento retardado.
E pior que o tourinho tinha mandado tao bem com o carro de formula um na 23 de maio meses antes…
Olá! Cheguei ao seu blog por indicação do Fábio Adiron no grupo de MKT Direto do yahoo.
Gostei mto do artigo. E concordo plenamente.
Se puder, passa pelo meu blog para dar uma espiadinha tbm. Abraços!!