Na próxima semana, de 30 de novembro a 2 de dezembro no Transamérica Expo Center, em São Paulo, será realizada a ExpoManagement 2009, lugar onde se unem ideias, pensamentos, tendências e os maiores experts mundiais do management. Palestrantes de gabarito como Jack Welch, Rudolph Giuliani, Paul Krugman e Michael Porter.
O maior evento da comunidade executiva brasileira terá espaço especialmente criado para debater temas ligados a novas mídias e sustentabilidade. O Auditório Repensadores, idealizado pela REPENSE e sua rede de parceiros em conexões criativas, é uma das novidades do evento.
Abaixo, a maravilhosa lista de palestrantes que o pessoal da REPENSE conseguiu reunir:
Roberta Rivellino, gerente-geral da The Talent Business
O profissional de comunicação do futuro e seus desafios.Patty Lago e Paola Canela, sócias-diretoras da Bando de Loucas
A moda e conteúdo construindo marcas e relacionamento.Denise Hamú, diretora-geral da WWF-Brasil
WWF: uma visão global da instituição sobre preservação da natureza.Ary Perez, sócio da Tero Design
Design e sustentabilidade: um caminho sem volta.Ana Carla Fonseca, a Cainha, sócia-fundadora da Garimpo Soluções
Cidades criativas: conexões transformadoras.Andréa Bisker, diretora do WGSN/Mindset
Meaning, not money: a busca pela relevância: Tendências para 2010Nany Lopes, sócia-diretora da Behavior e Andréa Mota, diretora nacional de mercado do O Boticário
Essência corporativa – assim começa o branding. Case O Boticário.Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos
Um novo olhar sobre a ética do desenvolvimento.Tim Lucas, sócio-fundador da TWR Américas
Nova moral digital: uma visão antropológica. Consumidores, marcas e redes sociais.Rui Amaral, diretor de criação da artbr e criador do Bicudo (e acreditem ou não, foi meu professor de animação quando eu estava no ginásio)
A nova estética da arte de rua: do grafite às intervenções urbanas.
Terei o prazer de falar sobre um tema que gosto muito: tecnologia. E poderemos discutir sobre como ela está permeando as relações sociais em tempos de onipresença.
Para participar, é necessário se cadastrar. Quem tiver interesse é só deixar um comentário no post ou me enviar um email. Eu enviarei link para cadastro.
Importante, as palestras internacionais maiores não estão incluídas. O convite dá acesso a feira e as palestras paralelas, incluindo o Auditório Repensadores.
Com mais um livro disponível na licença Creative Commons, tive uma pequena surpresa com a reação de algumas pessoas, que reclamaram que meu livro não estava aberto.
Aberto nos sentido de não permitir que qualquer um alterasse a obra sem a minha permissão.
Não basta disponibilizar o livro de graça, permitir a cópia e a distribuição. Não basta convidar vários formadores de opinião e professores para criarem suas próprias versões, isentas de censura e disponibilizá-las para download no site do próprio livro.
Foram tão poucos que nem merecem atenção. Uma minoria frente a grande quantidade de pessoas que agradeceu e elogiou a atitude. Mas existem dois pontos que mesmo as pessoas que elogiaram talvez não entendam, e por isso achei que valia a pena escrever sobre isso.
O primeiro é que não disponibilizo o livro na web por ser bonzinho. Faço porque é o que eu acredito que irá me trazer maiores benefícios, como modelo comercial e para o ambiente que vivo. Eu não vivo de vender papel e acredito que fomentar a cultura e a educação sempre trará benefício para todos, eu inclusive. Pode parecer um motivo nobre e piegas, mas é apenas uma visão racional, aderente ao conceito de sustentável que muitos acreditam hoje em dia.
O segundo ponto é que aderir ao Creative Commons não é abrir mão do meu conteúdo. Pelo contrário, uso a licença justamente para protegê-lo.
Quem acha que o Creative Commons é abrir mão do conteúdo tem a mesma mente velha daqueles que defendem as restrições com unhas e dentes.
Negar a cópia não protege nada e, ao mesmo tempo, permití-la não significa abrir mão.
A licença é uma maneira de disponibilizar o livro com regras claras e formais, o que não seria viável usando apenas a proteção padrão do direito autoral, que é castradora e limitada demais para o modelo de negócio desejo usar.
Por tudo isso, pelo menos para mim, esse pessoal que reclama parece apenas uma versão digital daqueles que invadem fazendas produtivas, gritando discursos socialistas, mas no fundo tem apenas uma causa política, a de mostrar pra gente que ainda existem imbecis na face da terra
Convidado pelo Prof. Vince, sexta-feira (amanhã), as 14 horas, vou bater um papo com o pessoal do blog Neuronio, iniciativa dos alunos do segundo ao sexto semestre de comunicação na ESPM. Falaremos sobre meu livro Onipresente e outros assuntos que pintarem.
É aberto para alunos, quem quiser participar é só falar com o Prof. Vince.
Aprender mídias sociais é como eu emagrecer. É isso!
E tenha paciência pois vou abusar desta metáfora.
A resposta para emagrecer todo mundo conhece. É fazendo exercício e fechando a boca. Em outras palavras, não tem milagre, é preciso fazer esforço, se auto-disciplinar e se reeducar.
Remédio? Não sou contra não. Se você tem pressa ou um problema grave, pode recorrer ao médico e pedir uma medicaçãozinha para agilizar o emagrecimento.
Enfim, é preciso meter a cara.
Voltando as redes sociais, diria que os consultores (eu, por exemplo) seriam, nesta metáfora, o médico. É uma maneira para agilizar o processo. Importante em muitos casos. Mas como sabemos, viver de remédio não resolve.
Acha o Orkut um saco? Acordar cedo pra ir na academia também. Acha o twitter ridículo? Ficar andando na esteira sem sair do lugar também é. Acha o Facebook inútil? Tomar refri diet e encher o briocolé de pudim na sobremesa também.
E qual a melhor maneira de fazer exercícios? Não existe uma resposta única. Cada um tem gosto e facilidade para uma coisa diferente. Alguns preferem correr no parque, outros, bicicleta na academia.
É preciso ter uma presença digital, meter as caras. Começar usando para entender como funciona, o que pode, o que não pode, o que é legal e o que nem tanto.
Não é preciso virar esportista profissional, se bem que, abusando da metáfora, a endorfina das redes sociais pode viciar.
Não costumo recomendar coisas no blog, mas esta entrevista com Vijay Govindarajan no canal da HSM no YouTube vale a pena.
Quando se trata de riscos ou inovação, ele explica de maneira bastante interessante sobre este tema, que já tratei aqui no blog e no meu terceiro livro.
É bom, principalmente ajudar a entender que a mudança é inevitável e que deve ser perseguida pelas empresas, mesmo que isso afete seu equilíbrio.
Separei cinco trechos da palestra sobre mídias sociais que aconteceu na Endeavor, quando tive o prazer de moderar meu amigo Marcelo Tas.
O vídeo completo está disponível, apesar de pedir cadastro, do player ser ruim e não funcionar em alguns browsers/sistemas.
Eu já achava a constante presença do logo das emissoras no canto da tela um absurdo.
Você fica assistindo TV e precisa ignorar aquele treco horroroso. Uma marca d’água, mais pra marca do que pra água.
Ai resolveram enfiar propaganda também durante a apresentação do conteúdo. A TV por assinatura virou mestre em fazer isso. Você esta assistindo um filme e aparece um treco no meio da tela avisando sobre algum programa que vai passar em outro horário.
Você tenta ignorar, mas o treco começa a se mover e dar piruetas no meio da tela chegando a ocupar 1/4 dela.
Algumas animações até imitam explosões e outros subterfúgios para se confundir com o filme e chamar ainda mais atenção.
É interromper no pior sentido da palavra.
Como não falta espaço na TV por assinatura – basta ver intervalos de 5 minutos que repetem calhau a dar com pau para perceber isso – só me resta imaginar que é cultural.
Quanto menos a gente presta atenção, mais eles empurram.
Outro bom exemplo desta lógica de empurra empurra são os DVDs, que contém mensagens obrigatórias e trechos que não permitem ser pulados.
A Disney, percebendo isso, inventou o Fast Play. Mas apesar do nome, a opção serve apenas para não passarmos pelos menus, pois nos brinda com pelo menos 3 longos trailers de seus produtos.
Por isso que, quando esse povo usa algum ferramental moderno ou tecnológico, costumam fazer feio. Porque antes de usar a ferramenta, precisam mudar sua maneira de pensar. Senão acabam fazendo o velho com uma roupagem nova.
No árduo trabalho de criação, referências sempre foram importantes. Referências de todo tipo. As saudáveis, como estilos, tendências, novos fornecedores e novas tecnologias; e as não tão admiráveis, como as tais “referências de ideias”.
Shots (na época entregue em DVD) e a revista Archive foram referências obrigatórias por décadas.
Não podemos esquecer também, um tipo bem ordinário de referência, a mais braçal de todas. Achar imagens e fotos para compor o layout de diretores de arte.
Para este fim, acreditem ou não, no começo da década de 90 algumas agências criaram um cargo um tanto inusitado. Era chamado de homem referência (HR).
Na cadeia alimentar, o HR vinha logo abaixo do assistente de arte. Uma maneira bonita de dizer que ele ficava abaixo de cu de cachorro.
Se o diretor de arte precisava de um carro velho para seu layout, lá iria o HR folhear milhares de revistas atrás da imagem perfeita.
Tinha até certa lógica na época, pois era um trabalho mecânico e trabalhoso que comia preciosas horas dos diretores de arte e assistentes na época.
O HR sabia tudo, conhecia todas as revistas de cabo a rabo, sabia exatamente o estilo de cada diretor e onde buscar as imagens para agradá-los.
Mas o tempo passou e, gradativamente, Shots e Archive foram substituídos pelo YouTube, Flickr, FWA, FFFFound e outros repositórios pela Internet.
O HR parecia ter desaparecido, quando de repente, o ambiente digital trouxe ele de volta. Voltou na forma de blogueiro, destes que fazem coletânea de tudo que tem de interessante em outros blogs de comunicação. Alguns deles até foram contratados por agências.
Muda o cenário, mas não a cena. O criativo quer fazer um viralzinho, uma promoçãozinha, alguma graça e o HR do século 21 está para levantar o que foi feito pelo mundo.
Assim como no passado, o HR continua sendo apenas um intermediário entre o cara que criou de verdade e o cara que criou de mentira.
A diferença está apenas no glamour do nome do cargo, que agora tem nomes pomposos que falam de tendências ou inovações.
Sabe aquela história da Internet dar voz ao consumidor? Então, apesar de ser uma velha ladainha, é disso que se trata o Twitter.
E apenas isso, apesar de não ser pouco. Quer dizer, apesar de importante para caramba, é apenas a evolução do que começou com as Home Pages do Geocities em 95. E que hoje conta com a ajuda não somente da internet, mas toda a evolução tecnológica a nossa volta. De câmeras fotográficas digitais, MP3 players e telefones celulares.
Se não fosse o Twitter, seria outra ferramenta qualquer. E em breve será, aparecendo alguma nova para potencializar o que já vivemos hoje.
E por isso que não vejo a menor graça nas celebridades com centenas de milhares de seguidores no Twitter.
Claro que o número impressiona. O global Luciano Huck tem mais seguidores que os três jornais de maior veiculação do Brasil juntos.
Olhando mais de perto, percebemos que uma boa parte destes seguidores são de mentira. No caso de Luciano Huck, 46%. No caso de Mano Menezes, incríveis 61%.
Mas tudo bem, apesar do corte, os números ainda não são desprezíveis. Huck ou Menezes continuariam tendo mais audiência que o jornal de maior veiculação do Brasil.
Não digo que dou pouca importância para menosprezar o poder destas pessoas, pelo contrário, trata-se de mostrar que o espaço conquistado por eles está apenas se refletindo em outro meio. É mais do mesmo.
E são personalidades que têm acesso a um número muito maior de pessoas em seus programas de TV. Dos gigantes do Twitter, os que não trabalham na TV, sempre que estão trabalhando, aparecem na telinha. É o caso do técnico Mano Menezes e de Rubens Barrichello.
Huck disse que entende o Twitter como “forma autêntica de confirmar ou desmentir um fato”. É um dos exemplos da validade desta ferramenta.
A importância está em dar voz para qualquer um, já que não temos controle sobre a comunicação dos veículos tradicionais que decidem onde, como e o quanto de informação passa por seus filtros. Vale para famosos e não famosos, pois permite uma abertura que não seria viável antigamente.
E por isso que eu digo que é apenas uma evolução, não revolução como bradam alguns. Esta comunicação já era viável em seus sites, blogs e comunidades. Estes sim, junto com o Twitter podem significar uma revolução.
Por isso, os 172 mil “seguidores reais” de Rubens Barrichello me parecem mais interessantes que os 547 mil de Luciano Huck. Acho mais interessante um não famoso que alcance 10 mil seguidores do que um famoso que alcance 100 mil.
Interessantes, não necessariamente mais importantes ou mais relevantes. Para tentar dizer qual o número mais expressivo, precisaríamos entender que o número de seguidores diretos é apenas parte da fórmula, levando em conta também a extensão da conversa e a reverberação de suas mensagens. Olhar seguidores verdadeiros, replys, retuitadas, cliques e tudo mais.
Não basta ter meia dúzia de seguidores, como não basta ser seguido por um bando de antas cegas, mudas ou pouco relevantes.
A importância viria da equalização das duas coisas: audiência e impacto. Por isso o Twitter de Huck pode ser pouco relevante, ou talvez, muito mais importante do que imaginamos a princípio.
Então, como a extração de métricas indiretas é complicada e sempre adoramos os números do Ibope, três vivas para Luciano Huck, nosso primeiro milhão.
Apenas entre amigos, para não arrumar mais confusão do que o costume, dizia que o investimento em Internet iria passar revista este ano, mas que esta passagem não seria anunciada pelo mercado.
Há mais de dois anos eu venho defendendo aqui no blog que o investimento em internet é bem maior do que o divulgado.
Os tais 4% da Internet brazuca só levam em conta alguns veículos. Poucos eu diria, pois a fragmentação hoje já é bem grande. Também ignora investimento em conteúdo, em palavras chave e até a venda casada/conjunta com meios tradicionais. Aqueles pacotes que leva TV ou revista + site, que são sempre contabilizados na conta do meio tradicional.
Lá fora, esta migração não contabilizada também já foi prevista. Ano passado, a empresa de pesquisa Outsell Inc. disse que 62% do investimento digital americano era feito em projetos próprios.
Mês passado, a pesquisa da agência iThink disse que o investimento online atinge 7%, se levarmos em contas links patrocinados, construção de sites, etc.
Também bate com a argumentação do Sant’lago, da MídiaClick, que mostrou que o faturamento do Google Brasil sozinho poderia dobrar o tamanho do mercado.
Como sempre, tem estimativas e tem margem de erro, mas são indícios fortes para comprovar o que venho falando por aqui desde 2007.
Além disso, talvez agora já possa dizer, de forma menos polêmica, o que antes eu só falava para os amigos mais próximos. Internet bate revista este ano no Brasil e, em poucos anos, passará também o Jornal.




RSS